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quinta-feira, 22 de agosto de 2019


Verde em Folha

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sex, 16 de ago 19:29 (há 6 dias)
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Verde em Folha


Posted: 16 Aug 2019 10:46 AM PDT
A beleza do  copo-de-leite
Já falamos brevemente sobre os modismos e tendências que podem grassar a jardinagem e o paisagismo. 

Se há uma flor que sintetiza os diversos altos e baixos que uma planta percorre pelos voláteis caminhos dos modismos e tendências, essa flor é o copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica). Dependendo do paisagista ou do proprietário do jardim, ela pode ser considerada um exemplar sublime de herbácea ou epítome da velha escola “ultrapassada” do paisagismo. 


A nomenclatura binominal denuncia: ela é nativa da África, endêmica na Áfica do Sul e Suazilândia e cresce naturalmente nas margens de rios e lagoas, pois o copo-de-leite  prefere solos e clima úmidos e temperados (por isso ela também é chamada de lírio-do-nilo). 

Em alguns biomas ela pode ser considerada invasiva graças à sua extrema rusticidade e facilidade de plantio. Bastam solo bem úmido e com boa quantidade de matéria orgânica (solos pantanosos ou brejosos são os seus preferidos) e ambiente a pleno sol ou sob meia-sombra. 

O copo-de-leite é escolhido por quem tem locais próximos a lagos ou espelhos d’água, mas também presta-se ao plantio entouceirado graças ao efeito ornamental das flores e folhas. Vasos que retêm umidade também são bem-vindos.

A beleza do  copo-de-leite
As grandes folhas coriáceas e cordiformes do copo-de-leite não deixam esta planta herbácea perder o viço paisagístico mesmo sem flores. Verdes-escuras e com tamanho que podem chegar a 45 centímetros, as folhas formam um maciço compacto. 

A flor é monopodial e nasce sobre uma haste que alcança até um metro. A inflorescência verdadeira é a parte amarela, chamada de espádice, e as pequenas flores são atraídas pelos polinizadores graças à bráctea branca que a envolve, que dá à flor o porte de um cálice.  

A flor (simplificaremos chamando a espádice e a bráctea de flor) viceja  no Verão e tem uma grande durabilidade, perto de um mês. Contudo, algumas espécies frutos do hibridismo podem florescer em diversas estações, e há espécies com brácteas coloridas.

A beleza do  copo-de-leite
O copo-de-leite produz oxalato de cálcio, que é tóxico. Seu contato com a pele e mucosas deve ser evitado porque esta toxina pode causar intoxicação, irriração, dermatites, diarreias, obstruções respiratórias entre outros efeitos deletérios. Jardins com crianças e animais não devem ter o copo-de-leite; ao manuseá-lo, seja para podas ou simplesmente transposição de vasos, deve-se SEMPRE lavar bem as mãos depois de manipular a flor.



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Posted: 16 Aug 2019 10:40 AM PDT
Plantas com espinhos e os cuidados
A beleza e a praticidade não podem ser os únicos fatores que precisam ser levados em conta quando se monta um jardim. Quando o proprietário opta por ter renques, cercas vivas, bordaduras e beiras de muros, a segurança do ambiente e de seus habitantes deve ser parte integrante do projeto paisagístico. Escolher plantas com espinhos no jardim requer um pequeno e pertinente estudo de hábitos e costumes dos moradores.

Certas plantas com espinhos são muito procuradas em soluções paisagísticas que prezam pela rusticidade e uma certa agressividade. Cactos, suculentas, árvores, arbustos e flores que possuem depressões pontiagudas são escolhidas para adornar e/ou proteger o ambiente. Embora aos olhos leigos tudo que tenha ponta seja espinho, tecnicamente há diferença entre o espinho propriamente dito e os chamados acúleos.
Plantas com espinhos e os cuidados
O espinho é lignina (parte da celulose que envolve o caule de uma planta) enrijecida, e faz parte integrante da composição orgânica da planta. Para efeito de comparação, imagine-as com as unhas. Já o acúleo é um pelo endurecido, quase a versão do “pelo encravado” humano. Plantas como a coroa-de-cristo (Euphorbia milii) e o sansão-do-campo (Mimosa caesalpiniaefolia) possuem espinhos; rosas e a paineira (Chorisia speciosa) tem acúleos. A função de ambos é a mesma: defender a plantas e diminuir a perda de líquidos.

As plantas com espinhos usadas nas cercas vivas tem o claro objetivo de proteção do perímetro contra invasores de todas as espécies, mas mesmo nesses casos é preciso ver se o acesso a crianças e animais domésticos poderá causar quaisquer transtornos e acidentes. Da mesma forma, cuidado com a implementação de renques e muros com coroa-de-cristo. Além dos espinhos, a seiva leitosa é tóxica e pode causar irritação da pele e mucosas; se for acidentalmente ingerida, essa seiva pode causar episódios diarreicos e vômitos.
Jardins secos com cactos e suculentas precisam ocupar um espaço onde as já citadas crianças, animais e pessoas que possuam quaisquer limitações físicas não corram o risco de se machucar. E claro, o uso de plantas com espinhos em jardins de grande circulação e locais de diversão e entretenimento deve ser evitado.


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