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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Contrato da usina de dessalinização é de R$ 3 bilhões

Contrato da usina de dessalinização é de R$ 3 bilhões

| NA REGIÃO METROPOLITANA DE FORTALEZA | O projeto faz parte da lista de concessões consideradas prioritárias pelo Governo para este ano. A previsão é que o edital de licitação seja lançado em 60 dias

A REGIÃO da Praia Mansa, próxima ao Porto do Mucuripe, é cotada para receber a usina
A REGIÃO da Praia Mansa, próxima ao Porto do Mucuripe, é cotada para receber a usina
O contrato de concessão da usina de dessalinização da água do mar na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) prevê remuneração de pouco mais de R$ 3,094 bilhões em 30 anos. Os dados constam do estudo de viabilidade técnica aprovado pelo Comitê Gestor das Parcerias Público-Privadas (PPP) do Ceará. A minuta do edital deve ficar disponível para consulta pública no site da Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece), até o dia 11 de março. A previsão é que o edital de licitação seja lançado ao mercado em junho.
"A consulta pública é o momento para receber contribuições. Vamos consolidar o que recebermos e realizar uma audiência pública presencial. Depois disso segue para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), que tem 60 dias para se manifestar, para só então lançar o edital, o que acredito que vai ser em junho. Se tudo correr bem, as obras iniciam em outubro. Já o início do funcionamento estimamos para 2022", explica o presidente da Cagece, Neuri Freitas.
A planta de dessalinização terá capacidade de 1 m³/s (um metro cúbico por segundo), o que pode elevar em 12% a oferta de água e beneficiar cerca de 720 mil pessoas. O vencedor da licitação deverá criar uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), cuja finalidade é a construção e operação da usina, para em seguida assinar o contrato na modalidade PPP com o Estado.
De acordo com os estudos, o valor do contrato corresponde à receita fixa e variável da concessionária pelo prazo da concessão, com base em uma taxa WAAC (Custo Médio Ponderado do Capital) de 6,36% ao ano e uma taxa interna de retorno de 6,36% ao ano.
A contraprestação máxima mensal é de R$ 9,3 milhões, já considerando a produção máxima mensal da planta de dessalinização que é de 2,5 milhões de m³. Sendo que a parcela fixa não deverá exceder R$ 5,3 milhões e a variável R$ 3,9 milhões.
A GS Inima Brasil, quem realizou os estudos de viabilidade, apontou inicialmente um custo de implantação de R$ 482,71 milhões, mas que pode ser alterado devido à concorrência. Vencerá a licitação aquela empresa que oferecer o menor preço da água.
O estudo também recomenda que a planta seja montada no Mucuripe, próximo à região da Praia Mansa. "Foi o local indicado como o mais adequado tanto para ter a captação da água do mar, como devolução dos rejeitos, e também porque possibilita maior interligação da nossa rede", diz Neuri.
Ontem, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), destacou que esta concessão é a primeira de uma série ao longo do ano. "Esta é uma parceria privada que é prioritária para o Governo até porque vai ser uma alternativa para o fornecimento de água para o Ceará que viveu nos últimos anos uma grave situação de seca".
IRNA CAVALCANTE

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Israel está pronto para iniciar projeto de água com a Jordânia ... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2019/01/03/israel-esta-pronto-para-iniciar-projeto-de-agua-com-a-jordania.htm?cmpid=copiaecola

Israel está pronto para iniciar projeto de água com a Jordânia

Gwen Ackerman
03/01/2019 11h26
(Bloomberg) -- O ministro de Cooperação Regional de Israel anunciou que o país está pronto para tocar um projeto bilionário com a Jordânia para levar água do Mar Vermelho para o Mar Morto. A ideia vem sendo trabalhada há anos.
Segundo Tzachi Hanegbi, o governo israelense deve aprovar a obra que transportará água do Mar Vermelho até um centro de dessalinização no porto de Aqaba, na Jordânia. A salmoura resultante passará por 200 quilômetros de dutos até chegar ao Mar Morto, o lago salgado margeado por Jordânia, Israel e Cisjordânia que vem encolhendo rapidamente, criando uma série de problemas ambientais.
De acordo com Hanegbi, cada país se comprometerá em liberar US$ 40 milhões anualmente para o projeto durante 25 anos, totalizando pelo menos US$ 2 bilhões. O Ministério de Água da Jordânia não retornou a solicitação de comentário da reportagem.
A obra poderá aliviar a grave escassez de recursos hídricos na Jordânia e os palestinos poderão comprar água dessalinizada a preço de custo, disse Hanegbi. O projeto também visa reduzir a evaporação do Mar Morto, onde Jordânia e Israel extraem potassa e promovem turismo. Uma usina hidrelétrica fornecerá energia para os dois países.
Tensão bilateral
Os vizinhos concordaram em trabalhar juntos no projeto em 2013, mas sua implementação vem sendo adiada por tensões políticas, incluindo a paralisação do processo de paz entre israelenses e palestinos e um episódio no qual dois jordanianos foram mortos por um segurança na embaixada de Israel em Amã, em 2017.
A organização humanitária global Mercy Corps estima que a Jordânia esgotará suas fontes subterrâneas de água doce nos próximos 40 anos. Israel enxerga a colaboração como forma de melhorar o relacionamento com a Jordânia, que permanece complicado apesar do acordo de paz celebrado em 1994.
"Isso é importante para a cooperação regional", disse Hanegbi em entrevista por telefone. "O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi convencido de que a paz tem preço e concordou."
Eleições antecipadas
Os comentários de Hanegbi foram feitos uma semana depois de Netanyahu convocar a antecipação das eleições de novembro para abril. Em seu mandato anterior, o primeiro-ministro priorizou a melhora do relacionamento com países árabes.
Hanegbi negou que o processo eleitoral tenha influenciado o rumo do projeto de água, afirmando que a decisão veio após meses de negociações nos bastidores com a contraparte dele na Jordânia. O conselheiro de Segurança Nacional Meir Ben Shabbat participou das conversas, acrescentou Hanegbi.
"Este é o maior projeto conjunto no Oriente Médio entre Israel e um país árabe", disse Hanegbi. "A Jordânia tem questões severas com a água e Israel quer manter a estabilidade na Jordânia. É o país com o qual nossa fronteira é mais longa."
Um estudo de viabilidade do projeto realizado pelo Banco Mundial em 2014 concluiu que, se nenhuma providência for tomada, a área próxima ao Mar Morto sofrerá com mais afundamentos, depósitos de lama e deslizamentos que afetarão ecossistemas aquáticos e terrestres, o turismo e a indústria química. O nível de água do Mar Morto vem diminuindo mais de um metro por ano.
--Com a colaboração de Mohammad Tayseer.

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