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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Instalações privadas embarcaram 87% da soja e do milho da Região Norte

Thyssenkrupp

Os terminais interiores privados embarcaram 11,310 milhões de toneladas de soja e milho, em 2018, na Região Norte.
Os terminais privados responderam por 87% dos 13 milhões de toneladas de milho e soja embarcados no ano passado pelo conjunto das instalações portuárias que operam na navegação interior da Região Norte. O volume corresponde a 11,310 milhões de toneladas embarcadas das duas mercadorias contra apenas 13% (1,690 milhão de toneladas) dos terminais públicos.
Os números são do Estatístico Aquaviário, produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho – GEA/SDS, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, e consolidam um aumento expressivo da participação das instalações privadas no embarque da soja e do milho na Região.

Em 2010, a movimentação de grãos no Norte do país era predominantemente feita pelos portos públicos, 71% contra 29% dos terminais privados. O número de instalações também aumentou, saindo de três, em 2010, para dez unidades, em 2018.
As principais instalações privadas que operaram cargas de soja e milho na Região Norte, em 2018, foram o Terminal Portochuelo, de Rondônia, com 3,1 milhões de toneladas embarcadas e crescimento de 39% em comparação a 2017; Hidrovias do Brasil, localizado em Miritituba/Itaituba, no Pará (2,7 milhões de toneladas e queda de 1% em relação ao ano anterior); e Terfron, também localizado em Itaituba, que respondeu pelo embarque de 2,3 milhões de toneladas, representando crescimento de 17% na comparação com o ano passado.
Fonte: Antaq
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sábado, 16 de fevereiro de 2019

Soja supera o Milho em área plantada e segue em expansão no Estado de São Paulo, aponta IEA


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A área plantada com soja no Brasil alcançou 35,76 milhões de hectares em 2018/19, com acréscimo de 1,7% em comparação com a safra anterior. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Estado de São Paulo é uma das unidades da federação que apresenta maior crescimento no cultivo da oleaginosa, informa o Instituto de Economia Agrícola (IEA), instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.
Nos últimos anos, a expansão da soja vem se intensificando na agricultura paulista, a ponto de tornar-se a principal cultura do ciclo anual. Em 2017/18, por exemplo, a área de soja alcançou 958,5 mil hectares e superou a soma das áreas de milho primeira safra e safrinha, que totalizaram 904,4 mil hectares, como pode ser observado no levantamento realizado pelo IEA de Economia Agrícola e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati).
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Conforme o referido levantamento, em 2019 devem ser cultivados 1.052,2 mil hectares com soja no Estado de São Paulo, área 7% maior que a utilizada na safra precedente. A produção é prevista em 3.535,9 mil toneladas, 6,1% maior em comparação a safra passada, destaca Marisa Zeferino, pesquisadora do IEA, especialista no produto.
Na safra atual, o Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Itapeva tem a maior área plantada com soja; seguido pelos EDRs de Assis, Ourinhos e Avaré. Entre estes, Ourinhos é o que apresenta a maior expansão (76,5%), quando comparado com o plantio de 2013/14. No mesmo período, o crescimento foi de 25,9% em Itapeva, de 19,6% em Assis e de 70,7% em Avaré.
Nos demais EDRs todos apresentam variações positivas quanto ao aumento do plantio da soja durante o último quinquênio. O EDR de Dracena é o que apresenta a maior variação, de 13.025%. É seguido pelos de Bragança Paulista, Lins, Tupã e Bauru, o que demonstra a tendência rumo ao oeste do Estado de São Paulo. Em General Salgado a área de soja cresce 109,3%, em Presidente Venceslau 104%, em Araçatuba 24,6% e em Presidente Prudente 23,3% em relação a 2013/14. Destacam-se, também, os EDRs de Campinas e de Jaú, onde a variação da área de 2019 em relação ao último quinquênio é de 867,4% e de 472,2%, respectivamente.
A sojicultora exerce papel importante na dinâmica de concorrência por área em virtude da elevada liquidez nos mercados doméstico e internacional do grão, o que consiste em estímulo no processo de substituição das culturas. Além disso, a possibilidade de ser cultivada em áreas de renovação da cana-de-açúcar constitui fator a mais para a expansão dessa atividade agrícola no Estado de São Paulo, conclui a pesquisadora.

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