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segunda-feira, 31 de maio de 2021
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terça-feira, 12 de janeiro de 2021
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domingo, 10 de janeiro de 2021
Chiune Sugihara: o herói japonês que salvou mais de 6 mil judeus na II Guerr

Chiune Sugihara: o herói japonês que salvou mais de 6 mil judeus na II Guerra
Dos horrores da II Guerra muitas histórias tristes surgiram e nomes de pessoas honradas também. Chiune Sugihara é um deles.
Obviamente, não há nenhuma guerra bela ou gloriosa, há somente dor, barbárie, tristeza e sofrimento.
O único lugar onde os confrontos parecem ter glória são nos filmes, e ela provavelmente soa como uma ofensa para quem viveu os horrores.
No entanto, uma coisa podemos afirmar, a guerra revela o pior e o melhor do ser humano. Buda Sakyamuni afirmou que a batalha não é entre o bem e o mal, é entre o conhecimento e a ignorância.
Geralmente, os lembrados nas guerras são os monstros produzidos, Hitler e Mengels são alguns deles.
No entanto, aqueles que deveriam ser eternizados por seus feitos acabam caindo no esquecimento.
Isso acontece, pois a ignorância caminha de salto e o conhecimento caminha descalço. Conheça a história de Chiune Sugihara, um herói japonês que caminhou descalço.
Quem foi Chiune Sugihara?
Sugihara nasceu no dia 01 de janeiro de 1900 em Kozuchi (atualmente Mino). Filho de uma família de classe média alta.
Seu pai queria que ele se tornasse físico, mas após reprovar propositalmente na prova de admissão foi estudar inglês em Tóquio.
Em 1919 prestou uma vaga no Ministério das Relações Exteriores e foi aprovado. Sua primeira tarefa foi em Harbin na China para fazer parte de um comitê que negociava uma ferrovia que era disputada entre União Soviética, Japão e China.
Enquanto esteve em Harbin aprendeu alemão e russo, além de se tornar especialista em assuntos russos.
Era um diplomata promissor, porém por não compactuar com a forma que os japoneses tratavam a população chinesa foi considerado um servo desobediente do imperador.
Seu coração sempre falava mais alto, nunca deixava sua compaixão e empatia de lado e é isso que fez a diferença.
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O Vice-Cônsul do Império Japonês
Suas habilidades e competências na esfera diplomática eram exatamente o que o Japão precisava na Europa.
Em 1939 foi designado para trabalhar em Kaunas, na Lituânia, como vice-cônsul no consulado japonês.
Sua tarefa era monitorar as relações entre União Soviética e Alemanha e reportá-las a Berlim e Tóquio. Também tinha contatos com a inteligência polonesa.
No mesmo ano que Sugihara foi a Europa, a invasão à Polônia teve início e os judeus poloneses fugiram para a Lituânia.
A tensão se tornou muito grande, tanto para os judeus da Lituânia, quanto da Polônia. A única salvação seria um passaporte com um visto garantido para algum país distante da política antissemita que se disseminava na Europa.
Judeus estavam em risco
Por conta da situação, muitas pessoas temendo por suas vidas foram ao consulado japonês com esperança de conseguir um visto.
Porém, o Japão nunca fora, até então, um país aberto a estrangeiros e sua política de imigração era rígida.
A maioria era recusada por falta de recursos financeiros. Chiune Sugihara trabalhava no consulado e novamente sua empatia e coração falaram mais alto.
Inicialmente, Sugihara, consultou o Ministério dos Assuntos Exteriores para saber como proceder diante da situação calamitosa que se apresentava diante dele.
A resposta era negativa para aquelas pessoas e o visto para o Japão só seria concedido em condição de trânsito para países terceiros.
Consciente de que o pacto de não agressão Nazi-Soviético tinha prazo para acabar e a guerra na Lituânia não demoraria a chegar, Sugihara decidiu agir por conta própria.
A lista de Chiune Sugihara
De 18 de julho até 4 de setembro de 1940 ignorou as ordens do ministério e passou a conceder o máximo de vistos aos judeus para território japonês. Assim surgiu a lista de Chiune Sugihara.
Em desespero, Sugihara, fez encontros com oficias soviéticos para negociar a viagem dos refugiados pelas vias ferroviárias Trans-Siberiana arriscando sua vida. Os oficias chegaram a cobrar cinco vezes o valor normal da viagem.
O Japão não adotou as leis antissemitas do Eixo apesar da Alemanha ter pressionado o governo.
Os judeus, graças a Chiune Sugihara, puderam ir para territórios japoneses ficando salvos dos campos de concentração.
Sempo
Conhecido pelos judeus como Sempo era visto por eles com esperança. Escrevia os vistos nos passaportes dia e noite sem ceder para as pressões políticas e burocráticas que pairavam sobre ele.
Quando o consulado foi fechado e ele recebeu ordem de evacuar continuou escrevendo sem parar.
Quando não havia mais tempo, assinou e carimbou folhas em branco e distribuiu para os judeus que faltavam na esperança de poder salvá-los também.
Segundo relatos de sobreviventes, pouco antes de embarcar, emocionado Sugihara disse: “Por favor, me perdoem, não posso mais escrever e desejo o melhor a todos.”
Um homem desconhecido na multidão respondeu: “Sempo. Nunca esqueceremos você. Com certeza, nos veremos novamente!” Enquanto o trem partia, desconsolado, jogou mais documentos pela janela para os refugiados.
O legado de Sempo
Chiune Sugihara passou o resto da guerra trabalhando nos consulados de Praga e Bucareste. Em 1944 foi preso pelas tropas soviéticas. Passou 2 anos como preso de guerra, mas voltou ao Japão em 1946 e morreu em 1986.
É difícil saber o número exato de vistos que ele concedeu aos refugiados, mas acredita-se que tenha salvado cerca de 6 mil pessoas.
Alguns vistos permitiam que famílias inteiras pudessem ser salvas. Infelizmente, nem todas conseguiram escapar, pois no ano seguinte a Alemanha invadiu a União Soviética.
Foi reconhecido por Israel em 1985 e recebeu o título de Justo Entre as Nações. Ele é concedido a pessoas que ajudaram os judeus durante o holocausto (shoah em hebraico).
Quando questionado o que o levou a tal ato respondeu com humildade: “Fiz porque tive piedade das pessoas, elas queriam ir embora, então, eu dei os vistos a elas.”
Suas ações altruístas passaram em grande parte despercebidos no Japão e somente após sua morte foi homenageado. Em Israel recebeu uma rua com seu nome em 2016.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
7 Lecciones del Holocausto
Después de 77 años se publicó un nuevo diario del Holocausto
domingo, 29 de novembro de 2020
"Kristallnacht" - 82 anos da Noite dos Cristais Quebrados
"Kristallnacht" - 82 anos da Noite dos Cristais Quebradosblogger
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Noite dos Cristais
A Noite dos Cristais foi um grande pogrom organizado pelo governo nazista contra os judeus na Alemanha entre 9 de novembro e 10 de novembro de 1938. A palavra pogrom é utilizada para se referir a um ataque violento organizado contra determinado grupo. O pogrom Noite dos Cristais foi realizado pelo governo alemão contra a população judia que residia no país.
Esse evento é visto de maneira simbólica por muitos historiadores, pois consolidou a guinada de violência na Alemanha contra os judeus e deu, de fato, abertura ao processo de encarceramento de judeus em campos de concentração. Até então, as ações contra judeus eram realizadas nos campos político e jurídico (apesar de ataques violentos também acontecerem). Com a Noite dos Cristais, a mensagem dada para os judeus era de que a violência contra eles aumentaria consideravelmente.
O nome “Noite dos Cristais” dado a esse pogrom faz menção aos cacos de vidros que se espalharam pelas grandes cidades alemãs, decorrentes da destruição de vidraças de lojas que pertenciam a judeus.
Acesse também: Conheça a história dos campos de concentração construídos nos Estados Unidos
Por que aconteceu o pogrom contra os judeus em 1938?
Os planos de Hitler para os judeus da Alemanha eram simples: o líder da Alemanha tinha como objetivo máximo expulsar todos os judeus de seu país. A ideologia nazista era extremamente antissemita, e esse ódio já era manifestado na sociedade alemã desde o século XIX.
Naquele momento, em 1938, a situação dos judeus era extremamente delicada em diversos sentidos, pois sofriam cada vez mais com a discriminação que existia na sociedade alemã e muitos de seus direitos civis e liberdades individuais estavam sendo retirados pelos nazistas. O pogrom de 1938 inaugurou a fase da violência e do aprisionamento dos judeus.
A Noite dos Cristais foi organizada pelo Partido Nazista como uma resposta ao assassinato do diplomata alemão Ernst vom Rath. O diplomata residia em Paris e foi vítima de um atentado realizado por Herschel Grynszpan, estudante judeu de 17 anos. Esse estudante era polonês de nascimento, mas cresceu na Alemanha e estava revoltado por seus pais terem sido expulsos do país.
No dia 8 de novembro de 1938, Grynszpan foi à embaixada alemã em Paris com um revólver na intenção de assassinar o embaixador alemão na França. O estudante polonês, no entanto, acabou vitimando o diplomata Ernst vom Rath. Esse episódio foi utilizado pelos nazistas para reforçar a propaganda antissemita na Alemanha.

Funeral do diplomata alemão Ernst vom Rath, vítima de um ataque realizado por um estudante polonês em Paris.*
Logo após a notícia do atentado espalhar-se, ataques contra judeus foram organizados espontaneamente na Alemanha. O que veio a seguir, porém, foi uma ação coordenada pelo governo nazista que aconteceu em todo o território alemão. Hitler e Goebbels, ministro da propaganda nazista, reuniram-se e decidiram usar o caso para atacar a comunidade judia.
As ordens de Hitler e de Goebbels para os membros do partido foram diretas e ordenavam que ataques contra os judeus fossem organizados no país. Esses ataques, porém, deveriam acontecer de uma maneira que aparentasse não envolver o governo alemão. A ideia, portanto, era fazer com que o ataque contra os judeus passasse a impressão de ação espontânea da população.
Com essa ordem transmitida, os funcionários do Partido Nazista começaram a entrar em contato com líderes partidários locais e com as tropas de assalto, passando-lhes instruções de como proceder no ataque contra judeus. As instruções incluíam algumas ordens:
Não deveriam acontecer pilhagens (saques);
Judeus estrangeiros não deveriam ser atacados em hipótese alguma;
Lojas judaicas não deveriam ser incendiadas para não danificar propriedades de alemães.
Com as instruções fornecidas, os grupos de nazistas, a maioria vinculada às tropas de assalto (SA), mobilizaram-se e partiram para o ataque contra os judeus. A maior parte dos que participaram da Noite dos Cristais estava sem uniforme, uma vez que o ataque deveria parecer espontâneo, sem nenhuma vinculação com o partido.
Como foi realizada a Noite dos Cristais?
A Noite dos Cristais tinha sido, até aquele momento, o maior ataque organizado pelos nazistas contra os judeus na Alemanha. Apesar de toda a agressão já praticada, a Alemanha ainda não havia presenciado um ataque daquela proporção contra os judeus em todo o país. Os membros do nazismo foram incentivados pelo alto-comando a praticar violência contra os judeus, e a polícia alemã foi instruída a não impedir esses ataques, além de ter sido orientada a prender os judeus.
Muitos dos que participaram do pogrom comemoravam os 15 anos do Putsch da Cervejaria, tentativa de golpe realizada pelos nazistas na Baviera em 1923. A escalada da violência foi sem precedentes. Os nazistas atacaram sinagogas, lojas e residências judias por todo o país. Além disso, milhares de pessoas foram agredidas e muitas morreram em decorrência das agressões.
O historiador Richard J. Evans fez um resumo do estrago causado durante o pogrom realizado em 1938|1|:
Registraram-se 520 sinagogas destruídas. No entanto, essa quantidade, provavelmente, foi superior a 1000.
Entre 7500 e 9000 lojas de judeus foram destruídas.
Oficialmente, 91 pessoas morreram durante os ataques, mas o número real de mortos pode ter sido superior a 1000.
30 mil pessoas foram presas e encaminhadas para campos de concentração.
Os prejuízos materiais foram calculados em 39 milhões de reichsmarks.
Após o ápice dos ataques, muitos judeus mudaram-se dos locais onde viviam, temerosos que novos ataques acontecessem. Outros ficaram escondidos em suas casas, temendo ser agredidos caso aparecessem nas ruas. Os 30 mil judeus presos foram encaminhados para três campos de concentração: Dachau, Buchenwald, Sachsenhausen. O pogrom foi encerrado por meio de uma ordem emitida por Goebbels em 10 de novembro de 1938.
|1| EVANS, Richard J. Terceiro Reich no poder. São Paulo: Planeta, 2014, p. 656-657.
*Créditos da imagem: Everett Historical e Shutterstock





