A Ordem dos Advogados, através do Conselho Regional de Lisboa (CRL), denunciou este sábado a "falta meios de protecção" para os profissionais e ainda a existência de "diligências com um número elevado de participantes", o que representa um "desrespeito pelas condições de segurança".
Em comunicado, o CRL diz ainda que se têm verificado "situações de evidente desigualdade de armas que não são compatíveis com os princípios do processo equitativo num Estado de Direito democrático".
"Não se pode aceitar que, num mesmo processo, alguns arguidos sejam ouvidos presencialmente em tribunal e outros o sejam por videoconferência a partir, por exemplo, dos estabelecimentos prisionais em que se encontram, ficando estes, ao contrário dos primeiros, impossibilitados de apreender tudo o que se passa no tribunal ou de conferenciarem com os respectivos defensores", lê-se na nota.
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