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domingo, 7 de julho de 2019




Boletim diário da ONU Brasil: “O papel da infraestrutura para os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU” e 22 outros.

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qua, 26 de jun 19:15 (há 11 dias)
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Boletim diário da ONU Brasil: “O papel da infraestrutura para os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU” e 22 outros.

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  • O papel da infraestrutura para os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU
  • Festival Rio Refugia atrai multidão e celebra integração entre brasileiros e refugiados
  • Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições
  • Fundo de População da ONU completa um ano de atividades em Pacaraima
  • Com apoio do Brasil, ONU declara 22 de agosto dia internacional para lembrar as vítimas de violência religiosa
  • ACNUR: foto de migrantes afogados mostra necessidade de medidas de prevenção
  • FAO firma parceria para proteger recursos naturais e povos da Amazônia
  • Jovens venezuelanos capturam em fotos esperança de refugiados e migrantes no Brasil
  • Agência da ONU apoia rastreamento de material radioativo por meio da ciência forense nuclear; vídeo
  • Comidas sem carne se tornam tendência e beneficiam nosso planeta; vídeo
  • No Mali, apoio psicossocial ajuda na reintegração sustentável de migrantes retornados; vídeo
  • Vacinar é uma das formas mais eficazes de se prevenir a mortalidade infantil; vídeo
  • Academias de ciência pedem medidas urgentes contra a poluição do ar
  • Registro de produção mostra importância das mulheres na agricultura familiar brasileira
  • Avó e neta venezuelanas encontram segurança no Brasil
  • Em Boa Vista, ONU debate homofobia em abrigo para homens venezuelanos
  • ONU pede alternativas à prisão para quem sofre com dependência das drogas
  • Conferência internacional debate economia verde em Fortaleza
  • Curso virtual da OPAS aborda riscos do consumo de álcool durante a gravidez
  • ONU: 1 em cada 7 pessoas no mundo com transtorno por uso de drogas recebe tratamento
  • UNICEF: educação é estratégia crucial de proteção de crianças e adolescentes contra a violência
  • Australiana usa tecnologia para promover educação ambiental de crianças
  • FAO apoia investimento responsável na agricultura e nos sistemas alimentares; vídeo
O papel da infraestrutura para os objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU
Posted: 26 Jun 2019 01:25 PM PDT
Em vez de falar, por exemplo, em pontes e estradas, o UNOPS considera mais adequado pensar em mobilidade e conectividade, de modo a enfatizar os serviços que a infraestrutura permite oferecer. Foto: PEXELS (CC)/Aleksejs Bergmanis
Em vez de falar, por exemplo, em pontes e estradas, o UNOPS considera mais adequado pensar em mobilidade e conectividade, de modo a enfatizar os serviços que a infraestrutura permite oferecer. Foto: PEXELS (CC)/Aleksejs Bergmanis
Da água que bebemos ao modo como vamos para o trabalho ou para a escola, passando pela internet que temos nos celulares, a infraestrutura afeta todos os aspectos da nossa vida. Redes de saneamento básico, ruas, estradas, prédios de colégios ou hospitais, até nossas próprias casas, são exemplos de infraestruturas essenciais para as pessoas.
Apesar de sua importância, a infraestrutura não deve ser compreendida como um fim em si mesmo, mas como um meio para favorecer a prestação de serviços fundamentais, aponta o Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS). Em vez de falar, por exemplo, em pontes e estradas, o mais adequado é pensar em mobilidade e conectividade, de modo a enfatizar os serviços que a infraestrutura permite oferecer.
“Devemos entender a infraestrutura como um facilitador”, afirma Steven Crosskey, diretor de Posicionamento Estratégico da agência da ONU.
Marianne Fay, economista-chefe da área de Mudanças Climáticas no Banco Mundial, é categórica: “no final, as pessoas se preocupam com serviços”.
Os sistemas de infraestruturas têm um grande potencial para fortalecer os três pilares dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS) — crescimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental.
O ODS nº 9 faz referência explícita à construção de infraestruturas resilientes. Mas o desenvolvimento da infraestrutura pode apoiar todas as metas da ONU.
“Infraestrutura é essencial para permitir o alcance de todos os ODS. Afinal, ela é necessária para garantir todos os aspectos do desenvolvimento”, resume Claudia Valenzuela, representante do UNOPS no Brasil.
A infraestrutura sustentável permite que os governos e o setor privado forneçam serviços capazes de garantir meios de vida ambientalmente responsáveis, além de possibilitar um maior crescimento econômico.
Ao mesmo tempo, a infraestrutura sustentável melhora a qualidade de vida e promove a dignidade humana. Ao criar emprego e atividade econômica, as infraestruturas favorecem o desenvolvimento.
De acordo com estudo realizado pela The Economist, as infraestruturas sustentáveis só podem ser implementadas quando os três pilares — econômico, ambiental e social — são considerados, quando os serviços de infraestrutura são resilientes e quando o acesso a eles é igualitário.
Garantir a igualdade de acesso a esses serviços é essencial — uma aspiração consagrada em muitos dos ODS, que abordam temas como saúde, educação, habitação, água e saneamento. “O nosso trabalho é exatamente apoiar os governos a viabilizarem infraestruturas que vão melhorar a vida das pessoas e contribuir para o alcance dos ODS”, completa Claudia.
 
Festival Rio Refugia atrai multidão e celebra integração entre brasileiros e refugiados
Posted: 26 Jun 2019 01:18 PM PDT
Brasileiros e estrangeiros de vários países se misturaram na multidão que celebrou o Dia Mundial do Refugiado no Sesc Tijuca. Foto: CARJ/ Luciana Queiroz
O dicionário define: um dos significados da palavra “troca” é “transformação”. Por meio da partilha, as pessoas mudam, crescem, evoluem. Foi o que aconteceu na terceira edição do festival Rio Refugia, realizado na última quinta-feira (20), no SESC Tijuca, zona norte da cidade.
Com um público estimado em quase 4 mil visitantes, o evento para o Dia Mundial do Refugiado reuniu pessoas em situação de refúgio e brasileiros que celebraram juntos suas semelhanças e compartilharam experiências por meio da arte e da gastronomia.
O objetivo do Rio Refugia, organizado por Programa de Atendimento a Refugiados (PARES) da Cáritas RJ, SESC RJ, Abraço Cultural e feira Chega Junto, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), é valorizar os talentos das pessoas refugiadas e chamar atenção para os desafios que elas enfrentam, como a integração econômica e social.
Segundo o representante adjunto do ACNUR no Brasil, Federico Martínez, o festival oferece também uma oportunidade para agradecer e reconhecer o trabalho das comunidades de acolhida.
“Um evento como o Rio Refugia permite reunir pessoas para compartilhar na diversidade, na riqueza, e para ter momentos mais tranquilos a fim de fortalecer esse relacionamento. E comprova grandes avanços em termos de convivência pacífica, integração cultural e reconhecimento do outro”, disse Martínez.
Foram oferecidas cinco oficinas: de turbantes, tranças, tatuagem de henna, caligrafia árabe e brinquedos populares da Venezuela. O tamanho das filas foi a demonstração do interesse dos participantes. Quem estava escrevendo o nome das pessoas no alfabeto árabe era Mohammed el Jazouli. Além de fazer a transliteração, ele explicava como a leitura tinha que ser feita: da direita para a esquerda.
Sua simpatia o tornou uma celebridade — todo mundo queria tirar uma foto com o artista. O marroquino, há quase 10 anos no Brasil, classifica a diferença entre as culturas como uma riqueza, e comemora o sucesso do trabalho. “Eu passo um pouco da cultura, com amor, fico mais próximo do outro e me lembro de casa, em uma rica mistura”, celebrou.
Muitos visitantes quiseram aprender a arte de amarrar turbantes à cabeça. Já as tatuagens de henna chamaram a atenção de um grupo de estudantes que estava gravando um documentário para uma matéria da escola sobre os refugiados. De acordo com Gabriela Costa, de 17 anos, é necessário falar sobre o assunto para acabar com preconceitos e tabus.
Outra aluna do grupo, Carina de Souza, de 16 anos, aproveitou a chance para conversar – e aprender – com a venezuelana responsável pela oficina, e ficou impressionada com a história da refugiada. “Ela disse que conseguiu falar português em apenas seis meses, mesmo vindo para cá com quase nada, sozinha, se virando. Acho isso incrível porque mostra a capacidade de sobrevivência dela”, relatou.

Sabores do mundo

As comidas típicas não podiam ficar de fora. Entre os visitantes, quem era refugiado matava a saudades de casa e quem era brasileiro aproveitava para conhecer as iguarias apresentadas em tendas de países como Venezuela, Síria, Nigéria, Colômbia e República Democrática do Congo.
Entre os pratos vendidos, fez sucesso o nigeriano arroz jollof com curry e pimenta, acompanhado de carne ou frango, banana da terra e salada. Foi a escolha da professora Márcia Andrea Nascimento, de 54 anos. “O que eu puder comprar para ajudar e manter esse trabalho, estou junto. O Brasil tem tudo para receber essas pessoas. Faz parte da nossa natureza ser hospitaleiro”, disse.
Para o congolês Yves Abdallah, de 27 anos, o Rio Refugia oferece essa dupla oportunidade para as pessoas refugiadas. Apesar da origem, ele se apaixonou pela culinária haitiana no Brasil e hoje ajuda a promovê-la em eventos gastronômicos no Rio de Janeiro.
“Fazemos bolinho de mandioca, banana frita, comida totalmente vegana, saudável, boa para o coração e para a memória. E aproveitamos para explicar ao mundo o que é um refugiado, o que o refugiado está fazendo aqui. Não estamos aqui para roubar emprego de ninguém. Estamos aqui com um propósito. Refugiado não é fugitivo”, explicou.
O Rio Refugia apresentou ainda artesanato colombiano e africano, aula de dança, música de ritmos africanos e show do Coral do Rei, que levantou o público e fez o SESC Tijuca parecer um grande festival de música.
Para a venezuelana Norma Carillo, o evento teve um gostinho especial. Ela aproveitou para comer as típicas arepas do seu país e celebrou um feliz reencontro com amigos com os quais havia compartilhado os desafios dos primeiros meses no Brasil.
​”Para nós, esse evento tem muita diferença em relação ao ano passado. No último Rio Refugia, eu e as pessoas que haviam chegado comigo em março de 2018 estávamos todos desempregados, sem dinheiro, preocupados. Agora a maioria está trabalhando, empregado ou empreendendo”, comemorou.
 
Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos abre inscrições
Posted: 26 Jun 2019 12:39 PM PDT
O jornalista Vladimir Herzog. Foto: EBC
O jornalista Vladimir Herzog. Foto: EBC
Jornalistas, artistas do traço e repórteres fotográficos de todo o Brasil têm até o próximo dia 20 de julho para inscrever suas produções e concorrer ao 41º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos.
Considerado entre as mais significativas distinções jornalísticas do país, o Prêmio Vladimir Herzog tem abrangência nacional e reconhece, ano a ano, trabalhos que valorizam a democracia e os direitos humanos. A iniciativa conta com o apoio do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).
Para concorrer, os candidatos devem acessar o site do prêmio, preencher a ficha cadastral e anexar sua obra publicada ou veiculada no período entre 24 de julho de 2018 a 20 de julho de 2019, inclusive. Nesta edição, serão aceitas produções jornalísticas inscritas em seis categorias:
1) Arte – ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos publicados em veículos impressos ou eletrônicos
2) Fotografia – foto ou série fotográfica publicada em veículos impressos ou eletrônicos
3) Produção jornalística em texto – reportagens em texto publicadas em veículos impressos ou eletrônicos
4) Produção jornalística em áudio – reportagens ou documentários em áudio
5) Produção jornalística em vídeo – reportagens ou documentários em vídeo
6) Produção jornalística em multimídia –  reportagens multimídia publicadas na internet
O 41º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos é promovido e organizado por uma comissão constituída pelas seguintes instituições: Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ); Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo; Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo; Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (ABRAJI).
41º Prêmio Vladimir Herzog
41º Prêmio Vladimir Herzog
Outras organizações incluem Coletivo Periferia em Movimento; Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP); Instituto Vladimir Herzog; Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Nacional, Ordem dos Advogados do Brasil – Secção São Paulo; Conectas Direitos Humanos; Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e  Sociedade Brasileira dos Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM).

Calendário executivo

41º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos
  • Regulamento e Inscrições em premiovladimirherzog.org
  • Período: 27 de junho a 20 de julho de 2019
  • Júri de 1ª etapa: 1 de agosto a 15 de setembro, via sistema
  • Júri de 2ª etapa e divulgação dos vencedores: 11 de outubro, quinta-feira, em sessão pública de julgamento na Câmara Municipal de São Paulo / Sala Oscar Pedroso Horta e transmissão ao vivo pela internet, das 10h às 14h, em Auditórios on-line
  • Roda de Conversa com os Ganhadores: 24 de outubro, quinta-feira, das 14h às 18h
  • Solenidade de premiação: 24 de outubro, quinta-feira, 20h
  • Local: TUCARENA – Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo
Para mais informações, acessar www.premiovladimirherzog.org
 
Fundo de População da ONU completa um ano de atividades em Pacaraima
Posted: 26 Jun 2019 12:22 PM PDT
Time do UNFPA em ação na comunidade indígena Sakaumotá, em março deste ano. Foto: UNFPA Brasil
Time do UNFPA em ação na comunidade indígena Sakaumotá, em março deste ano. Foto: UNFPA Brasil
Há um ano, o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) chegava a Pacaraima, município na fronteira do Brasil com a Venezuela, para integrar os serviços de ordenamento de fronteira da Operação Acolhida, iniciativa do governo federal e das Forças Armadas responsável por coordenar a resposta e atendimento às pessoas refugiadas e migrantes que chegam ao país.
Desde então, o UNFPA lidera as ações de promoção da saúde sexual e reprodutiva e a prevenção da violência baseada em gênero no contexto de assistência humanitária.
A estrutura da Operação Acolhida em Pacaraima para os recém-chegados se divide entre o Posto de Recepção e Identificação (PRI), o Posto de Triagem (PTRIG) e o Posto de Atendimento Avançado Médico.
Nos postos, são realizados trabalhos de cadastramento, controle migratório, vacinação, triagem sanitária, atendimento psicossocial, emissão de protocolos de refúgio, residência provisória e CPF, bem como atendimentos de emergências médicas aos refugiados e migrantes.
O UNFPA possui uma equipe de especialistas e mobilizadores comunitários em uma sala de escuta protegida e também um Espaço Amigável para acolhimento e atividades com mulheres, jovens, indígenas, pessoas LGBTI, idosas e com deficiência.
No PTRIG, também estão presentes a Polícia Federal, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), além de Visão Mundial, Receita Federal, Ministério da Cidadania e Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.
Segundo o chefe de escritório do UNFPA em Roraima, Igo Martini, neste primeiro ano de presença em Pacaraima o Fundo reafirmou o compromisso da organização com a assistência humanitária na fronteira.
“O trabalho de Pacaraima é estratégico para o UNFPA. Lá, atendemos pessoas que chegam da Venezuela em situações emergenciais, especialmente mulheres gestantes que estão muito próximas de ter seus filhos. Na maioria das vezes, sem sequer ter feito o pré-natal. A partir disso, nossa equipe faz toda a orientação e referenciamento para a equipe de saúde de Pacaraima ou Boa Vista”, explicou.
O trabalho é integrado com o time de Boa Vista. “Nossas equipes dialogam quase 24 horas por dia, atuamos de domingo a domingo, para que todas as pessoas que chegam pela fronteira, em Pacaraima, possam ter seus direitos assegurados em Boa Vista ou em qualquer cidade para a qual sejam encaminhadas”, disse Martini. A equipe na fronteira realiza uma média de 2,2 mil atendimentos por mês. Este número compreende tanto atendimentos individuais quanto ações coletivas.
Para o representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, “a insegurança no deslocamento faz com que as vulnerabilidades à violência e à exploração sexual aumentem, principalmente entre as mulheres e meninas”.
“Na ausência de serviços adequados de saúde, há um alto risco de complicações obstétricas que podem derivar em mortes maternas e outras complicações durante a gravidez, parto e puerpério”, disse.
“Por isso, é fundamental a atuação do Fundo de População neste cenário: para garantir que cada gestação seja desejada, cada parto seja seguro e cada pessoa jovem possa atingir o seu potencial, inclusive em situações de crises humanitárias”, avalia.

Assistência Humanitária

O UNFPA chegou a Roraima por meio de seu programa de assistência humanitária em agosto de 2017 inicialmente em Boa Vista. A agência esteve presente, entretanto, desde a fase de planejamento da fase de ordenamento de fronteira da Operação Acolhida, participando das reuniões de avaliações e alinhamento, de forma a elaborar a melhor estratégia de atuação em apoio à resposta do governo brasileiro.
Além de atuar na linha de frente, recebendo e orientando a população refugiada e migrante, o UNFPA também atua promovendo oficinas de formação de militares das Forças Armadas que chegam a Pacaraima contra a exploração e abuso sexual no contexto de emergência humanitária, e em saúde sexual e reprodutiva.

Operação Acolhida

A Operação Acolhida envolve órgãos governamentais, Forças Armadas, organismos internacionais de apoio humanitário e organizações não governamentais. Além de atuar no apoio logístico, transporte, alimentação e atendimento de saúde à população migrante, a operação também tem apoiado no processo de interiorização dessas pessoas para outras cidades do país, além da construção e ampliação de abrigos.
Para o general Eduardo Pazuello, comandante da operação, o trabalho do Exército Brasileiro junto às agências da ONU é fundamental para garantir o respeito aos direitos humanos.
“Essa ação conjunta é primordial. A gestão humana da operação é toda da ONU. Nós fazemos o trabalho de infraestrutura, logística, segurança e apoio. Nós, militares, somos os braços e pernas que faltam em qualquer organização. A gestão humanitária tem que ser uma gestão profissional e com a capacidade que a ONU tem”, destacou.
 
Com apoio do Brasil, ONU declara 22 de agosto dia internacional para lembrar as vítimas de violência religiosa
Posted: 26 Jun 2019 12:22 PM PDT
Mosaico de imagens de fiéis e lideranças religiosas de diferentes credos. Foto: ONU/Rick Bajornas
Mosaico de imagens de fiéis e lideranças religiosas de diferentes credos. Foto: ONU/Rick Bajornas
Com o apoio do Brasil e de outros sete países, a Assembleia Geral da ONU aprovou recentemente uma resolução que declara 22 de agosto como o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença.
A decisão foi adotada em maio (28) por consenso pelo organismo decisório. O texto foi apoiado conjuntamente pelo Brasil, Canadá, Egito, Jordânia, Nigéria, Paquistão, Polônia e Estados Unidos.
Na resolução, Estados-membros das Nações Unidas expressam preocupação com os contínuos atos de intolerância e de violência com base na religião e na crença das vítimas. Também alertam para o fato de que esses ataques têm visado determinadas comunidades e minorias, aumentando em quantidade e gravidade e assumindo, muitas vezes, um caráter de crime.
Países reiteram ainda que o terrorismo e o extremismo violento, em todas as suas formas e manifestações, não podem nem devem ser associados a qualquer religião, nacionalidade, civilização ou grupo étnico.
A resolução da Assembleia chama todos os países, agências da ONU, organizações da sociedade civil, setor privado e indivíduos a observar o dia internacional, que será lembrado pela primeira vez já em 2019.
Acesse o texto na íntegra clicando aqui.
 
ACNUR: foto de migrantes afogados mostra necessidade de medidas de prevenção
Posted: 26 Jun 2019 12:04 PM PDT
Migrantes a bordo de trem que liga o México aos Estados Unidos (arquivo). Foto: OIM/Keith Dannemiller
Migrantes a bordo de trem que liga o México aos Estados Unidos (arquivo). Foto: OIM/Keith Dannemiller
A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse nesta quarta-feira (26) estar profundamente chocada ao ver a devastadora foto dos corpos de Oscar Alberto Martinez Ramirez e de sua filha Valeria, de 23 meses, ambos de El Salvador, afogados nas margens do Rio Grande, na fronteira entre Estados Unidos e México.
Embora os detalhes permaneçam incertos, a agência da ONU afirmou que são inaceitáveis as circunstâncias que levaram à tragédia. “Menos de quatro anos depois de o mundo ter testemunhado o corpo sem vida de uma criança refugiada síria, Alan Kurdi, levado às praias do Mediterrâneo, somos novamente confrontados com uma poderosa evidência visual de pessoas morrendo durante suas perigosas jornadas através de fronteiras”.
“As mortes de Oscar e Valeria representam um fracasso em lidar com a violência e o desespero que levam as pessoas a trilharem jornadas perigosas pela perspectiva de uma vida em segurança e dignidade”, afirmou o alto-comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi. “Isso é agravado pela ausência de caminhos seguros para as pessoas buscarem proteção, deixando-as sem outra opção senão arriscar suas vidas”.
O ACNUR continua a pedir a todos os países da região que tomem medidas imediatas e coordenadas para evitar que novos casos como este ocorram. A agência da ONU também propôs maneiras de melhorar e fortalecer o processamento de casos de solicitação de refúgio nos Estados Unidos, incluindo as condições de detenção.
A agência da ONU se disse pronta para apoiar todos os governos da região a garantir que qualquer pessoa que necessite de proteção internacional a receba prontamente e sem obstruções.
 
FAO firma parceria para proteger recursos naturais e povos da Amazônia
Posted: 26 Jun 2019 11:48 AM PDT
Vista aérea da Floresta Amazônica, próximo a Manaus (AM). Foto: Flickr (CC)/CIAT/Neil Palmer
Vista aérea da Floresta Amazônica, próximo a Manaus (AM). Foto: Flickr (CC)/CIAT/Neil Palmer
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) firmaram nesta quarta-feira (26) uma nova parceria para trabalhar na conservação e na restauração dos recursos naturais na Amazônia. A cooperação entre os organismos prevê um diálogo permanente com as comunidades locais e os povos indígenas da região.
O acordo das duas instituições lança as bases para fortalecer a gestão sustentável de uma área que é fundamental ao equilíbrio climático do mundo. A parceria vem acompanhada de um plano de ação para superar as brechas econômicas e sociais que persistem na Amazônia.
“Os desafios da região amazônica, como os de todos os outros ecossistemas de grande importância, são tanto de caráter ambiental, social e econômico, como cultural. A Amazônia sofre ameaças que vão desde a mudança do uso do solo e da terra, o desmatamento, a implementação de certas infraestruturas sem boas práticas até o comércio ilegal da fauna e da flora”, afirmou a secretária-geral da OTCA, Alexandra Moreira Lopez, durante a assinatura do acordo.
“Essa colaboração nos ajudará definitivamente a trabalhar em áreas muito importantes, como a gestão sustentável da floresta amazônica e de seus recursos hídricos.”
A especialista ressaltou ainda a importância de proteger um ecossistema “vasto e rico em recursos naturais”, sem esquecer que ele é habitado por 40 milhões de pessoas.
“Não podemos falar apenas de uma gestão de preservação dos recursos naturais, mas, necessariamente, também temos que falar do uso sustentável da sua biodiversidade e (falar) em gerar instrumentos e ferramentas para as economias dessa região”, disse Alexandra.
A especialista defendeu a criação de oportunidades para os moradores da Amazônia, a fim de diminuir as desigualdades que existem na região e em toda a América Latina. “O trabalho conjunto permitirá que sejamos criativos na geração dessas ferramentas e na melhoria das cadeias produtivas derivadas do fornecimento de produtos da floresta e dos recursos hídricos, incluindo os produtos pesqueiros e da aquicultura.”
O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, enfatizou a importância da cooperação internacional para a proteção da Amazônia e dos seus povos.
“Acredito que todos estamos de acordo com (o fato de) que, se não unirmos esforços, não conseguiremos preservar o patrimônio fundamental que a Amazônia representa nem conservar as tradições e modos de vida que permitiram que a biodiversidade do pulmão do planeta beneficiasse não apenas os oito países da bacia amazônia, como também toda a humanidade”, afirmou o chefe da agência da ONU.
A FAO tem uma ampla tradição de trabalho em questões de floresta, preservação dos recursos hídricos e do meio ambiente e apoio aos direitos dos povos indígenas. O organismo é uma das organizações convidadas a dar contribuições técnicas para a Assembleia Especial para a Região Pan-amazônica, realizada pelo Sínodo dos Bispos, encontro convocado pelo papa Francisco para outubro de 2019, no Vaticano.
A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) é uma instituição intergovernamental formada por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. A entidade incentiva o desenvolvimento sustentável e a inclusão social na Amazônia.
 
Jovens venezuelanos capturam em fotos esperança de refugiados e migrantes no Brasil
Posted: 26 Jun 2019 11:39 AM PDT
Uma família venezuelana no abrigo Nova Canaã em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Genesis Andreira Lemus Guacaroin
Uma família venezuelana no abrigo Nova Canaã em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Genesis Andreira Lemus Guacaroin
Deixar a Venezuela não foi uma escolha para milhares de jovens venezuelanos. Fome, falta de medicamentos, perseguição política e a necessidade de cuidar dos seus familiares mais vulneráveis os forçaram a sair de suas casas e colocar seus planos para o futuro em compasso de espera.
Mais de 4 milhões de venezuelanos deixaram o país até agora – o maior deslocamento em massa desde a guerra na Síria –, e 168 mil deles encontraram um novo lar no Brasil.
A jornada é desafiadora. Vivendo nos abrigos temporários de Boa Vista (RR), é difícil para estes jovens encontrar momentos para relaxar e parar de pensar na situação em que se encontram.
Mas, durante cinco dias, no último mês de fevereiro, 21 jovens venezuelanos tiveram a chance de atuar como fotógrafos, capturando histórias da sua comunidade e compartilhando com o mundo sua dignidade, resiliência e esperança.
Todos os participantes da oficina, organizada pela National Geographic com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), são jovens venezuelanos vivendo nos abrigos de Boa Vista. Alguns nunca tinham segurado uma câmera fotográfica nas mãos. Outros, como Santiago Briceño, de 17 anos, sonhavam em se tornar fotógrafos profissionais.
Para ele, a experiência de aprender a fotografar com profissionais da National Geographic foi marcante. “Queria ser fotógrafo desde os 10 anos”, disse. “Acima de tudo, também gostei de conhecer outras pessoas que estão na mesma situação. Esses cinco dias me fizeram muito feliz”.
Antes de sair da Venezuela, a jovem Genesis Lemus, de 19 anos, prometeu à mãe que continuaria lutando por um futuro melhor para a família. “Tenho expectativas e metas que quero alcançar”, declarou. “Apesar dos obstáculos que enfrentei, não desisto”.
Em uma de suas fotos (a que está no início desta página), Genesis capta perfeitamente a experiência transitória de quem foi forçado a deixar seu país e vive em abrigos temporários.
Estas pessoas estão aqui, mas não completamente — pois deixaram tudo para trás, e em breve estarão em outros lugares, em sua incansável busca por segurança e melhores oportunidades. Enquanto isso, correm o risco de se tornarem invisíveis, afogadas por números desumanizados do deslocamento global. Mas, na foto, Genesis mantém sua essência e sua esperança.
Capturando momentos de descanso, roupas penduradas e olhares de crianças, as imagens têm um fio condutor — sua fé inabalável de que o sol voltará a brilhar no dia seguinte.
Veja abaixo as fotografias:
Um menino dorme dentro de uma barraca no abrigo de São Vicente, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR / Santiago José Briceño Espinoza
Um menino dorme dentro de uma barraca no abrigo de São Vicente, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR / Santiago José Briceño Espinoza
“Aprendi a não tratar as pessoas como objetos, mas sim fazer com que a pessoa entrevistada se sinta confortável”, disse Santiago José Briceño.
Clique para exibir o slide.“Tudo começou aos 18 anos, quando tive minha filha. Eu dediquei uma grande parte da minha vida a ela e quero dar-lhe um futuro melhor e qualidade de vida”, disse Edinsson Javier Díaz.
Clique para exibir o slide.“Ao fazer essas fotos, dei o meu melhor e quis mostrar a alegria dos venezuelanos”, disse Genesis Andreina Lemus.
Clique para exibir o slide.“Meu objetivo é que as mulheres sejam vistas como o que somos: empreendedoras e capazes de fazer qualquer coisa”, disse Michel Alejandra Mago.
Moradores do Santa Tereza, abrigo em Boa Vista (RR) para homens sozinhos, em um momento de descanso. Foto: ACNUR / Carlos Adrián Figueredo Roupas penduradas em uma das casas no abrigo Rondon 2, em Boa Vista (RR). Foto: ACNUR/Adrian Rafael Caraballo Pérez“Apesar da situação em que estamos, há muitos venezuelanos que continuam avançando e acreditando. Nossa determinação, trabalho e dedicação devem ser reconhecidos”, disse Carlos Adrián Figueredo.
Moradora do abrigo São Vicente, em Boa Vista (RR), dá banho em seu filho em uma das pias disponíveis para lavar roupa. Foto: ACNUR/Adrian Antonio Marinez Danields
“Nas minhas fotos, tento captar a alegria das pessoas e momentos positivos. Eu tento fazer o mundo sorrir através de uma foto”, disse Adrian Antonio Marinez.
Clique para exibir o slide.“Nas minhas fotos, sempre procuro por algo que não está à venda ou que não se pode comprar. Tento capturar momentos que comunicam um sentimento, uma diversidade”, declarou Genangely Piñero.
Clique para exibir o slide.“Minha última lembrança da Venezuela foi testemunhar meus filhos e todas as pessoas ao meu redor com fome. Por isso, decidi vir para o Brasil”, disse Elidennys Marques.
Clique para exibir o slide.“Assim como muitos, eu deixei meu país com o coração pesado e lágrimas nos olhos. Deixei tudo para trás pensando apenas que o futuro será melhor, e o meu maior sonho é poder continuar meus estudos”, afirmou Yunaikis Gonzalez.
 
Agência da ONU apoia rastreamento de material radioativo por meio da ciência forense nuclear; vídeo
Posted: 26 Jun 2019 11:28 AM PDT

Saiba mais clicando aqui. Acompanhe o trabalho da AIEA aqui e aqui.
 
Comidas sem carne se tornam tendência e beneficiam nosso planeta; vídeo
Posted: 26 Jun 2019 11:27 AM PDT

 
No Mali, apoio psicossocial ajuda na reintegração sustentável de migrantes retornados; vídeo
Posted: 26 Jun 2019 11:25 AM PDT

 
Vacinar é uma das formas mais eficazes de se prevenir a mortalidade infantil; vídeo
Posted: 26 Jun 2019 11:23 AM PDT

As vacinas funcionam como um escudo, protegendo crianças e recém-nascidos de doenças perigosas e poupando até 3 milhões de vidas todo ano.
No entanto, em todo o mundo ainda existem quase 20 milhões de crianças não vacinadas e/ou que não receberam todas as doses devidas de uma vacina. Essas crianças correm o risco de doenças graves, complicações e até morte.
No Brasil, por exemplo, o sarampo voltou a ser um problema depois de ter sido erradicado.
Muitos pais querem vacinar seus filhos, mas não conseguem porque não têm acesso aos serviços de saúde. Mas, cada vez mais, alguns pais estão optando por não fazê-lo.
Essa relutância geralmente se origina de concepções errôneas sobre vacinas ou complacência sobre a probabilidade de se infectar. Por isso, ficar informado sobre os benefícios das vacinas – e os riscos de não se vacinar – é mais importante do que nunca.
Saiba mais nesse vídeo do UNICEF e clicando aqui.
 
Academias de ciência pedem medidas urgentes contra a poluição do ar
Posted: 26 Jun 2019 11:16 AM PDT
Poluição do ar em Pequim. Foto: OMM
Na sede da ONU, em Nova Iorque, representantes das academias de ciência e medicina de quatro países — entre eles, o Brasil — apresentaram neste mês (19) um apelo urgente por mais investimentos na luta contra a poluição do ar. As instituições pediram que todas as nações do mundo adotem medidas de controle das emissões de poluentes e implementem sistemas de monitoramento da qualidade do ar.
Países precisam conseguir, pelo menos, identificar os piores poluentes presentes no ar que seus cidadãos respiram, de acordo com as recomendações de uma declaração conjunta da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia de Ciências da África do Sul, da Academia Nacional de Ciências Leopoldina, da Alemanha, e das Academias Nacionais de Medicina e de Ciências dos EUA. Acesse o documento em português clicando aqui.
Anualmente, a poluição do ar causa cerca de 7 milhões de mortes prematuras. Mulheres, crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis a esse problema ambiental e de saúde pública. Evidências científicas demonstram que a exposição a poluentes pode causar doenças cardíacas, asma, diabetes, eczema e câncer, além de ter impacto no desenvolvimento cerebral de meninos e meninas.
“Se não dermos urgência a este problema global, a poluição do ar continuará causando uma taxa alarmante de doenças preveníveis, deficiências e mortes, além de custos evitáveis com cuidados (de saúde)”, afirmou Marcia McNutt, presidente da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
“Precisamos agir de maneira muito mais decisiva. É necessário ter maior investimento público e privado para enfrentar a poluição do ar e fazer frente à escala do problema”, acrescentou a especialista durante o evento nas Nações Unidas.
A poluição do ar também está associada às mudanças climáticas. A redução de poluentes de curta duração — como o metano e o carbono negro — poderia diminuir o aquecimento global em até 0,5 °C nas próximas décadas, ao mesmo tempo em que evitaria 2.4 milhões de mortes prematuras.
De acordo com as academias, as maiores causas da poluição do ar são a queima de combustíveis fósseis e de biomassa. Essas práticas são realizadas para a geração de energia, aquecimento, preparo de alimentos, transporte e agricultura.
A poluição do ar provocada pelos combustíveis fósseis é especialmente prejudicial para os humanos, pois libera grandes quantidades de matéria particulada — que entra no corpo e danifica os órgãos.
Em 2015, os custos econômicos das doenças causadas pela poluição do ar foram estimados em 138 milhões de dólares, em 176 países.
Em resposta a esse cenário, as academias de ciências reivindicam que esse problema prevenível seja enfrentado com vistas ao desenvolvimento sustentável das sociedades e à mitigação das mudanças climáticas.
As instituições recomendam que todos os países deem prioridade para a redução da poluição do ar, por meio de medidas de controle das emissões em indústrias e também por meio de incentivos aos combustíveis limpos. Quando possível, histórias de sucesso de cidades e países devem ser compartilhadas e usadas como lições.
As academias apontam ainda que um pacto global encorajaria governos, empresas e cidadãos a aumentar o investimento em políticas sobre a contaminação da atmosfera. Um documento do tipo também estimularia as nações a trabalhar conjuntamente para melhorar a qualidade do ar.
“A poluição do ar não está apenas prejudicando o nosso planeta e contribuindo para a mudança climática, mas também encurtando a vida de milhões de pessoas”, disse Inger Andersen, diretora-executiva da ONU Meio Ambiente.
“É encorajador ver a comunidade científica global se unir e reivindicar ações urgentes para esse problema verdadeiramente global. É hora de colocar a poluição do ar como prioridade na agenda política.”
 
Registro de produção mostra importância das mulheres na agricultura familiar brasileira
Posted: 26 Jun 2019 10:40 AM PDT
Janete Dantas, no centro, com a mãe, Maria Nilda, à direita, e sua irmã, Mayla, à esquerda, na fazenda da família. Foto: Lianne Milton
Janete Dantas, no centro, com a mãe, Maria Nilda, à direita, e sua irmã, Mayla, à esquerda, na fazenda da família. Foto: Lianne Milton
Uma ideia simples — uma caderneta de quatro colunas para mulheres da agricultura familiar brasileira registrarem o quanto de sua produção é vendida, distribuída, trocada ou consumida — teve impactos positivos de longo alcance em suas vidas. A estratégia mudou a forma elas e seus parceiros valorizam sua própria produção, ajudando-os a se beneficiar de políticas governamentais destinadas à agricultura familiar.
“Aprender a ver nossa produção foi muito útil para nós”, disse a trabalhadora rural Janete Dantas. Ela registra o leite, os ovos, as galinhas, as frutas e os legumes produzidos na pequena propriedade que ela e a mãe administram perto de Itaóca, no estado de São Paulo, e o quanto isso contribui para a renda da família. “Quando fazemos os cálculos no final do mês, vemos o tamanho da nossa contribuição.”
As cadernetas fazem parte de uma revolução silenciosa que é impulsionada por grupos feministas de agropecuária que influenciaram os dados do censo governamental. Como resultado de sua pressão, o Censo Agropecuário 2017 do Brasil manteve uma pergunta sobre o gênero dos produtores agrícolas e conseguiu fornecer dados que mostram que o número de estabelecimentos administrados por mulheres subiu para 18,6%, com quase 1 milhão de mulheres envolvidas, de 12,7% há cerca de 11 anos.
O agronegócio é um pilar da economia brasileira, respondendo por quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB), com culturas como soja e café de fazendas industrializadas entre as exportações mais importantes do país. Mas o Brasil também tem milhões de agricultores e agricultoras familiares com um faturamento anual total de 55,2 bilhões de dólares por ano. Nesse setor, as mulheres desempenham um papel fundamental.
“Estamos aprendendo muito sobre a capacidade de produção das mulheres”, disse a coordenadora do Centro de Tecnologia Alternativa da Zona da Mata de Minas Gerais, Beth Cardoso. “Há pouca visibilidade e valor dado ao trabalho das mulheres nas áreas rurais”, completou. Com o Centro, ela ajudou a lançar uma versão anterior das cadernetas, em 2011. Dois anos depois, esse sistema se desenvolveu nas Cadernetas Agroecológicas (cadernos agroecológicos) cujo projeto está em andamento. Isso já se espalhou pelo Brasil e conta com centenas de mulheres participando.
O grupo Sempreviva Organização Feminista (SOF), de São Paulo, também participou do projeto de cadernetas e trabalha para tornar a importância das mulheres para a agricultura brasileira mais visível.
Em grande parte do Brasil rural, as mulheres cuidam de hortas domésticas, vendem ou trocam produtos e fornecem alimentos para suas famílias, afirmou a engenheira agrônoma da SOF Miriam Nobre. Mas o valor de sua produção passa despercebido, especialmente se o parceiro não for agricultor.
Isso mudou para Janete Dantas e sua mãe depois de passarem 18 meses preenchendo as cadernetas e compartilhando a experiência com outras mulheres. Janete trabalha até três horas por dia na pequena propriedade que ela e o marido, um motorista, compartilham com os pais. Sua mãe, Maria, 68 anos, trabalha seis horas por dia. Antes de participar do projeto, eles nunca haviam calculado o valor de seu trabalho e quanta comida colocava na mesa. “Vemos o quanto nós comemos e quanto vale o que produzimos”, declarou Janete. “Somos capazes de dar mais valor a isso.”
Projetos como esses permitiram que o governo conhecesse melhor o papel das mulheres na agricultura brasileira, algo que Nobre coloca no contexto mais amplo da luta pelos direitos das mulheres rurais na América Latina. “Eu vejo isso como parte da luta pelo reconhecimento do trabalho das mulheres”, declarou ela, “e pela maneira como as mulheres rurais garantem o sustento em suas comunidades”.
As mulheres também puderam usar as cadernetas para obter um documento chamado DAP (Declaração de Aptidão ao PRONAF), que permite que elas se beneficiem de financiamento para a agricultura familiar e participem de um programa governamental de aquisição de 30% de alimentos de pequenas propriedades familiares para merenda escolar.
As cadernetas ajudaram as mulheres nas áreas rurais a se verem de maneira diferente e forçaram os homens a valorizá-las. Em um país onde o progresso nos direitos das mulheres tem sido lento, essa é uma mudança importante. “Podemos ver mais empoderamento das mulheres, um aumento em sua autonomia a partir do momento em que elas podem ver sua própria produção”, disse Cardoso. “Parece simples, mas é fundamental [tirá-las] da subjugação.”
 
Avó e neta venezuelanas encontram segurança no Brasil
Posted: 26 Jun 2019 10:26 AM PDT
Loraima (à esquerda) com a neta Débora, em Boa Vista, capital de Roraima. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães
Loraima (à esquerda) com a neta Débora, em Boa Vista, capital de Roraima. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães
A venezuelana Loraima Ruiz, de 54 anos, sempre se orgulhou de saber fazer “de tudo um pouco”. Ao longo de sua vida, trabalhou em uma plataforma de petróleo, como cabeleireira, em uma loja de presentes, fazendo artesanato, entre outras ocupações. Em dezembro de 2018, ela tomou a dura decisão de ir embora de seu país. E levou consigo a pequena Débora, uma de seus seis netos e netas.
“A situação estava muito difícil, então pensei que deveria levar ao menos uma das crianças embora. Assim, ficaria um pouco mais fácil para minhas filhas alimentarem as que ficaram”, explica a venezuelana.
Loraima chegou a Pacaraima, em Roraima, no dia 30 de dezembro de 2018. Das ruas, viu o alvorecer de 2019. Atendida pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) desde que entrou no Brasil, a venezuelana conseguiu abrigo na capital Boa Vista para ela e a neta. Na residência, elas podem se sentir, enfim, seguras.
“Estou dormindo bem, comendo e tomando banho. Cheguei com 39 kg, estava quase débil de tão fraca. Agora, estou com 51 kg”, conta a avó.
No atendimento a refugiados e migrantes, o UNFPA concentra esforços em grupos vulneráveis que precisam de assistência específica, conforme prevê o mandato da agência da ONU. Esses grupos incluem mulheres, gestantes, meninas, jovens, pessoas idosas, com deficiência, vivendo com HIV, indígenas e outros grupos étnico-raciais, além da população LGBTI.
O UNFPA busca assegurar que todos esses segmentos tenham informação apropriada sobre os seus direitos. A agência trabalha para viabilizar a inserção adequada desses grupos nos serviços de saúde e proteção social do Brasil. Outra frente do organismo é a promoção da resiliência comunitária.
Loraima participou de oficinas de treinamento em defesa pessoal — uma estratégia de prevenção contra a violência de gênero — e de rodas de conversa sobre saúde sexual e reprodutiva. Ambas as atividades foram promovidas pelo UNFPA.
A venezuelana continua seguindo a sua filosofia de vida, encontrando ocupações para se sustentar. Ela vende, dentro dos abrigos e fora deles, artigos para bebês feitos em tricô, sua principal fonte de renda. “Eu tenho muita vergonha de pedir dinheiro, então prefiro vender”, afirma Loraima.
A neta está na primeira série do ensino fundamental. “Não quero voltar (para a Venezuela). Aqui estou estudando e aprendendo, tem televisão e parque”, conta a menina, de seis anos. Com a simplicidade da infância, confessa um segredo: “gosto da escola porque lá a comida é boa”.
 
Em Boa Vista, ONU debate homofobia em abrigo para homens venezuelanos
Posted: 26 Jun 2019 09:54 AM PDT
Em Boa Vista (RR), o público do abrigo Santa Tereza participou de ação do UNFPA e ACNUR sobre homofobia. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães
Em Boa Vista (RR), o público do abrigo Santa Tereza participou de ação do UNFPA e ACNUR sobre homofobia. Foto: UNFPA/Fabiane Guimarães
Em Boa Vista (RR), o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) reuniram 74 homens venezuelanos na semana passada para uma roda de conversa sobre saúde sexual e combate à homofobia. Os refugiados e migrantes moram no abrigo Santa Tereza, do governo federal. Os organismos internacionais decidiram ir ao local após relatos de discriminação homofóbica entre os moradores.
Durante o encontro, equipes das duas instituições conversaram também sobre alcoolismo e meios de evitar o uso abusivo de drogas. A discussão levou ainda orientações sobre a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.
A especialista em Saúde Sexual e Reprodutiva do UNFPA em Roraima, Leila Rocha, ressalta a importância de desenvolver ações para os homens venezuelanos que chegam ao estado do Norte do Brasil.
“É importante lidar com esse público, para diminuir, por meio de ações educativas, as contaminações por infecções sexualmente transmissíveis e também mostrar a eles os insumos, camisinhas masculinas e femininas, falar sobre os benefícios da prevenção combinada e a importância de respeitar a comunidade LGBT”, explica a profissional da agência da ONU.
Em contextos de assistência humanitária, o UNFPA lidera as ações de prevenção à violência de gênero e de promoção da saúde sexual e reprodutiva. O público prioritário do organismo são as populações mais vulneráveis em situações de deslocamento forçado, como mulheres, gestantes, pessoas com deficiência, indivíduos LGBT, idosos, indígenas, entre outros que apresentem necessidades específicas de proteção.
 
ONU pede alternativas à prisão para quem sofre com dependência das drogas
Posted: 26 Jun 2019 09:01 AM PDT
Fentanil pode ser injetado, mas também é consumido na forma de comprimidos semelhantes aos de LSD. Uso ilícito da droga preocupa a ONU. Foto: Flickr (CC)/L.
Fentanil pode ser injetado, mas também é consumido na forma de comprimidos semelhantes aos de LSD. Foto: Flickr (CC)/L.
Em mensagem para o Dia Internacional contra o Abuso de Drogas e o Tráfico Ilícito, lembrado nesta quarta-feira (26), o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que governos implementem serviços baseados em direitos humanos para prevenir e tratar o uso indevido de drogas. Por ano, mais de 500 mil pessoas morrem em todo o mundo devido ao consumo abusivo dessas substâncias.
O dirigente máximo da Organização afirmou que o problema mundial das drogas “tem amplos impactos na saúde e no bem-estar de indivíduos, famílias e comunidades, bem como na segurança e no desenvolvimento sustentável das nações”.
O novo relatório da ONU sobre o tema, divulgado também nesta quarta, aponta que em torno de 35 milhões de pessoas no mundo sofrem de tr
...

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Postado por MARIO ALBERTO BENEDETTO LYNCH às 12:09
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PELA AMIZADE INTERCAMBIO ENTRE AMERICA LATINA E ISRAEL,CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E DISCRIMINAÇÃO ;A DIVERSIDADE CULTURAL E RELIGIOSA APOIANDO ISRAEL. POR LA AMISTAD E INTERCAMBIO ENTRE AMERICA LATINA E ISAREL,CONTRA AI NTOLERANCIA RELIGIOSA Y DISCRIMINACIÓN;LA DIVERSIDAD CULTURAL Y RELIGIOSA APOYANDO ISRAEL. FOR FRIENDSHIP EXCHANGE BETWEEN LATIN AMERICA AND ISRAEL, AGAINST RELIGIOUS INTOLERANCE AND DISCRIMINATION;CULTURAL AND RELIGIOUS DIVERSITY SUPPORTING ISRAEL

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