Boletim diário da ONU Brasil: “Líbia: 6 crianças estão entre os mortos por ataque aéreo contra prisão para refugiados e migrantes” e 13 outros.
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sex, 5 de jul 18:27 (há 2 dias)
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Posted: 05 Jul 2019 01:44 PM PDT

Crianças migrantes num centro de detenção em Trípoli, na Líbia. Imagem de arquivo. Foto: UNICEF/Romenzi
Agências da ONU confirmaram nesta sexta-feira (5) que seis crianças estão entre os 53 refugiados e migrantes mortos num ataque aéreo contra um centro de detenção para estrangeiros no subúrbio de Trípoli, capital da Líbia. Mais de 130 indivíduos ficaram feridos e muitos outros sobreviventes foram descritos pelas Nações Unidas como “severamente traumatizados”.
Joel Millman, porta-voz da Organização Internacional para as Migrações (OIM), afirmou que seis crianças estavam entre as vítimas fatais no centro de Tajoura, onde estavam presos mais de 600 detentos de pelo menos 17 países africanos. Na terça-feira (2), um ataque a míssil atingiu uma cela com mais de 120 pessoas, segundo relatos.
Cerca de 350 migrantes — entre eles, 20 mulheres e quatro crianças — ainda estão detidos no local, segundo o representante da agência da ONU.
Millman afirmou que era incapaz de confirmar relatos de que guardas abriram fogo contra migrantes que tentavam fugir em meio ao ataque.
Na sequência da devastação registrada na terça-feira, o chefe da Missão de Apoio da ONU na Líbia e representante especial do secretário-geral para o país, Ghassan Salamé, liderou apelos por uma investigação internacional sobre o ocorrido. O dirigente afirmou que os ataques aéreos poderiam “claramente constituir um crime de guerra”.
Nesta sexta, o representante da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), Charlie Yaxley, disse que ambas as partes envolvidas no confronto por Trípoli sabiam onde civis estavam se abrigando. Os embates pela capital põem de lados opostos o governo reconhecido pela ONU e as forças leais ao autoproclamado comandante do Exército Nacional Líbio, Khalifa Haftar.
ONU: ataque contra centro que abrigava refugiados na Líbia pode constituir crime de guerra
“Reiteramos mais uma vez que as coordenadas desses centros de detenção em Trípoli são bem conhecidas de ambos os lados do conflito, e essa foi uma tragédia prevenível que nunca deveria ter acontecido”, afirmou Yaxley, que acrescentou que refugiados ficaram “severamente traumatizados” após verem outros detentos morrerem.
“Eles conversaram (conosco) num estado de choque, eles conversaram conosco sobre terem visto as partes do corpo desmembrado de seus companheiros detentos (espalhadas) pelo centro”, disse o representante do ACNUR.
De acordo com as duas agências da ONU, 3,3 mil refugiados e migrantes permanecem detidos arbitrariamente dentro e nos arredores de Trípoli.
O porta-voz da OIM disse ainda que aproximadamente 180 dos mais de 600 detidos em Tajoura já haviam concordado em serem evacuados pelo programa de repatriação voluntária da OIM. Dois deles morreram nos ataques aéreos.
“Não somos capazes de verificar quem é responsável pelo ataque, é por isso que precisa haver uma investigação independente”, afirmou o representante do ACNUR.
“O que podemos dizer, a essa altura, é que realmente precisava haver esforços bem maiores da comunidade internacional, em particular entre os Estados que têm influência sobre as partes conflitantes, para pôr um fim à violência.”
Segundo Yaxley, existe a preocupação de que alguns dos centros de detenção estejam sendo utilizados para armazenar armas e equipamento militar. De acordo com o profissional da agência da ONU, esse tipo de uso de uma infraestrutura civil poderia constituir uma violação do direito humanitário internacional.
Náufrago no Mediterrâneo deixa migrantes desaparecidos
A OIM também noticiou nesta semana que mais de 80 migrantes teriam se afogado no Mediterrâneo após sua embarcação virar durante o trajeto com destino à Europa. O barco havia deixou o porto líbio de Zwara.
“Os sobreviventes contaram a funcionários da OIM que o bote inflável, que carregava 86 pessoas, incluindo quatro mulheres e duas crianças, deixou Zwara por volta de 6h no 1º de julho”, explicou Millman.
“Algumas horas depois, o bote começou a perder ar e virou durante a confusão e a agitação das dezenas de pessoas a bordo.”
A OIM lembrou que essa não é a primeira tragédia do gênero em 2019. Em maio, foram realizados dois resgates de embarcações sobrecarregadas. Em um dos casos, 59 pessoas desapareceram, mas 16 foram salvas. No outro, 69 refugiados e migrantes foram resgatados. Ambos os botes também saíram do porto de Zwara.
Até o momento, a agência da ONU já notificou 426 mortes por afogamento associadas a tentativas de atravessar a rota central do Mediterrâneo rumo ao continente europeu.
Em torno de 3.750 pessoas voltaram para situações de detenção arbitrária e sistemática, após não conseguirem cruzar o mar. Essa população permanece em risco, conforme os confrontos na capital da Líbia continuam.

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Posted: 05 Jul 2019 12:48 PM PDT

Representantes da UNESCO e Fundação Renova durante reunião para formalizar a parceria em projeto de desenvolvimento sustentável em Mariana (MG) e outros 38 municípios. Foto: UNESCO
A Fundação Renova e a Representação da UNESCO no Brasil firmaram na quinta-feira (4), em Brasília (DF), um projeto de cooperação técnica internacional para promover o desenvolvimento sustentável de comunidades de Mariana (MG) e de outros 38 municípios atingidos pelo rompimento da barragem do Fundão em novembro de 2015. A iniciativa também prevê o monitoramento da água do Rio Doce e de seus afluentes segundo padrões internacionais.
A falta de água potável, a perda de casas, empresas, animais e plantações, bem como a suspensão da pesca, estão entre os principais danos diretos causados pelo rompimento da barragem de rejeitos de minério do Fundão. O desastre deixou impactos ao longo dos 670 quilômetros que o rio Doce e seus afluentes percorrem até alcançar o mar.
O projeto da UNESCO e Renova — chamado Construção da paz e do diálogo para o desenvolvimento sustentável das regiões atingidas pela barragem de Fundão: fortalecendo a capacidade institucional e de implementação de ações da Fundação Renova — tem duração prevista de três anos.
“É com grande satisfação que a UNESCO no Brasil firma esse acordo de cooperação técnica internacional com a Fundação Renova. Entendemos que os desafios relacionados à reparação da tragédia de Mariana envolvem um arranjo no qual a UNESCO, com seu quadro técnico multidisciplinar, pode aportar experiências e buscar soluções relevantes e inovadoras. Pelo nosso mandato transversal em assuntos ligados ao patrimônio cultural, à gestão de recursos hídricos e aos direitos humanos, buscaremos contribuir com as ações já em curso promovidas pela Fundação Renova”, afirma a diretora e representante da UNESCO no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto.
O diretor-presidente da Fundação Renova, Roberto Waack, afirma que “a parceria com a UNESCO representa o fortalecimento de uma rede voltada para a reparação e contribuição para o desenvolvimento futuro da bacia do Rio Doce”.
“A Fundação Renova tem o papel de mobilizar diversas organizações e a comunidade para esse desafio, trabalhando em conjunto para que as soluções e resultados sejam muito mais potentes. Nesse sentido, a UNESCO representa um manancial de conhecimento imenso, que vai além do componente científico e material, mas que também traz para a agenda da reparação uma abordagem do lado humano, da cultura, da história e das memórias”, completa o dirigente.
A Fundação Renova tem a responsabilidade de implementar e sistematizar ações estratégicas em programas de reparação e compensação dos danos humanos, materiais e ambientais causados pelo rompimento da Barragem do Fundão. Os programas são voltados para as comunidades atingidas pelo desastre.
Essa tarefa é de ampla complexidade dadas a extensão territorial e a dimensão da tragédia. O volume de rejeitos, o caminho que percorreu e as diferentes maneiras com que se espalhou tornaram-se um desafio sem precedentes em termos de escala, tempo e conhecimento.
Soluções para esse cenário exigem amplo arranjo institucional envolvendo o poder público, a sociedade civil, o setor privado e as comunidades atingidas. Nesse sentido, a cooperação com a UNESCO no Brasil busca ampliar a capacidade institucional e de gestão da Fundação Renova na realização de ações e programas já em curso, com foco na construção da cultura de paz e do diálogo, por meio da educação, das ciências e da cultura. Trata-se, portanto, de um projeto que envolve três diferentes áreas do mandato da UNESCO – ciências humanas e sociais, cultura e ciências naturais – na busca por soluções integradas para os problemas vividos pelas populações atingidas pelo rompimento da barragem.
O projeto envolve ações com vistas a:
- apoiar o desenvolvimento e o fortalecimento institucional da Fundação Renova;
- fomentar o desenvolvimento sustentável da região com base no respeito aos direitos humanos;
- monitorar a água do Rio Doce de forma participativa e com padrões internacionais;
- promover a gestão integrada dos recursos hídricos e dos ecossistemas terrestres, aquáticos e costeiros.
Sobre a Fundação Renova
A Fundação Renova é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, constituída com o exclusivo propósito de gerir e executar, com autonomia técnica, administrativa e financeira, os programas e ações de reparação e compensação socioeconômica e socioambiental para recuperar, remediar e reparar os impactos gerados a partir do rompimento da Barragem de Fundão, com transparência, legitimidade e senso de urgência.
A Fundação foi estabelecida por meio de um Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado entre Samarco, suas acionistas, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de uma série de autarquias, fundações e institutos — como Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), Instituto Chico Mendes, Agência Nacional de Águas, Instituto Estadual de Florestas, Fundação Nacional do Índia (FUNAI), Secretarias de Meio Ambiente, dentre outros — em março de 2016.
Sobre a UNESCO no Brasil
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) é uma agência especializada das Nações Unidas, criada em 1945 com o propósito de contribuir para uma cultura de paz entre os povos, por meio de ações em educação, ciências naturais, ciências humanas e sociais, cultura e comunicação e informação. Os temas do mandato da Organização contribuem para um mundo mais justo, inclusivo, humano e sustentável para todos.
A Representação da UNESCO no Brasil iniciou suas atividades em 1972 e atua por meio de projetos de cooperação técnica firmados com as três instâncias governamentais — federal, estadual e municipal —, com o setor privado e com as organizações da sociedade civil.

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Posted: 05 Jul 2019 12:30 PM PDT

Foto: UNIC Rio/Naiara Azevedo
O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) realizou no Rio de Janeiro (RJ) o evento “Bombeiros brasileiros em Moçambique: desafios e solidariedade”. O encontro reuniu as duas equipes de bombeiros militares que ajudaram a população e o governo de Moçambique após os ciclones Idai e Kenneth. A viagem dos oficiais ao país africano foi a primeira missão humanitária da Força Nacional.
A operação contou com 44 bombeiros militares especialistas em busca, resgate, salvamento e saúde. Além dessas atividades, os oficiais realizaram operações de distribuição de alimentos, desobstrução das vias, vacinação e reconstrução de prédios públicos e escolas.
O Idai chegou a Moçambique entre os dias 14 e 15 de março. Pouco mais de um mês depois, a nação africana foi atingida pelo Kenneth, em 25 de abril.
Durante o evento do UNIC Rio, realizado em 18 de junho, os comandantes das equipes, o tenente coronel Vandernilson Peres da Silva e o capitão Francisco Paulo dos Santos Lima, compartilharam suas experiências na missão.
“É uma experiência pessoal, profissional e cultural muito boa”, disse o capitão Paulo. “Você desenvolve o sentimento de empatia, de se colocar no lugar do outro”, destacou o bombeiro.
Clique para exibir o slide.

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Posted: 05 Jul 2019 11:59 AM PDT

A alta-comissária da ONU para os direitos humanos, Michelle Bachelet, em 5 de julho de 2019. Foto: UN News/Reprodução
“A única maneira de sair desta crise é se unir, dialogar”. Esta foi a mensagem entregue por Michelle Bachelet, chefe de direitos humanos da ONU, ao governo da Venezuela nesta sexta-feira (5), durante discurso ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, coincidindo com a publicação de um novo relatório das Nações Unidas sobre o país.
O relatório, publicado pelo Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos (ACNUDH), foi pedido pelo Conselho de Direitos Humanos, em resposta às preocupações de longa data dos Estados-membros.
Na declaração, Bachelet disse que sua equipe realizou uma “visita técnica” à Venezuela em março; e fez nove visitas para entrevistar refugiados e migrantes venezuelanos baseados em vários países sul-americanos, além da Espanha.
Ela contou detalhes sobre sua missão ao país há duas semanas, cujo objetivo foi se reunir com altos funcionários e políticos, incluindo o presidente Nicolás Maduro, e o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se declarou presidente interino em janeiro, provocando a mais recente crise política no país. Ela também se reuniu com membros da sociedade civil e ouviu depoimentos de vítimas de graves violações de direitos humanos.
Relatórios anteriores do ACNUDH destacaram mortes, uso de força excessiva contra manifestantes, detenções arbitrárias, maus-tratos e tortura. A mais nova publicação adverte que “se a situação não melhorar, o fluxo sem precedentes de migrantes e refugiados venezuelanos continuará, e as condições de vida dos que permanecem no país vão piorar”.
Em junho, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) disse estimar que cerca de 4 milhões de pessoas tenham deixado o país nos últimos quatro anos, em meio a escassez de alimentos e de serviços básicos.
“Durante minha visita à Venezuela, pude ouvir em primeira mão os relatos das vítimas da violência do Estado e suas demandas por justiça”, disse Bachelet. “Transmiti fielmente seus relatos e os da sociedade civil, bem como as violações de direitos humanos documentadas neste relatório, às autoridades relevantes.”
As conclusões do relatório do ACNUDH baseiam-se em mais de 550 entrevistas com vítimas e testemunhas de abusos e da deterioração da situação econômica na Venezuela, vivendo no país e em outras oito nações.
Além de detalhar como as instituições do Estado têm sido “progressivamente militarizadas” na última década, o documento afirma que as forças civis e militares venezuelanas teriam sido responsáveis por “detenções arbitrárias, maus-tratos e tortura” de críticos do governo; violência sexual e de gênero nas prisões e “uso excessivo da força durante manifestações”.
Clique aqui para saber mais sobre o conteúdo do relatório.
Apesar das muitas violações detalhadas no documento, a chefe dos direitos humanos da ONU declarou estar “esperançosa” pelo fato de ter obtido acesso ao país, bem como sobre a disposição das autoridades venezuelanas de aceitar a presença de dois oficiais de direitos humanos no terreno, o que marcou o início do “envolvimento positivo” nas muitas questões de direitos humanos do país.
A situação é complexa, disse ela, mas “o relatório contém recomendações claras e concretas para o caminho a seguir”. “Espero sinceramente que as autoridades recebam essas recomendações dentro do espírito construtivo com o qual foram feitas”.
Em resposta aos comentários da alta-comissária da ONU, a representante venezuelana no Conselho de Direitos Humanos rejeitou o relatório, classificando seu conteúdo de “incompreensível”, sem “rigor científico”, e afirmando que este teria omitido o “bloqueio (econômico) imoral” enfrentado pelo país.

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Posted: 05 Jul 2019 11:51 AM PDT

Cidade do Rio de Janeiro. Foto: Flickr/John Skodak (CC)
No Rio de Janeiro (RJ), o escritório brasileiro da Organização Mundial de Propriedade Intelectual ( OMPI) — uma agência das Nações Unidas — participa em agosto do 39º Congresso Internacional de Propriedade Intelectual da ABPI — a Associação Brasileira para o tema. Evento reunirá mais mil especialistas e profissionais da América Latina para discutir desafios trazidos pelo novo contexto geopolítico global e pelas tecnologias digitais.
De 25 a 27 de agosto, são aguardados representantes da indústria, magistrados, advogados, consultores, oficiais de governo e lideranças de entidades internacionais como a Associação Chinesa de Marcas e a Associação Internacional para a Proteção da Propriedade Intelectual. Também participam do congresso representantes de centros de pesquisa privados e de empresas como a Bayer, Natura e Embraer.
Além de debates sobre marcas, patentes e direito autoral, o congresso vai abordar diferentes questões da era digital, como inteligência artificial e a indústria dos games. Estão previstas plenárias sobre biotecnologia, desenho industrial e a nova Lei de Proteção de Dados Pessoais.
O escritório brasileiro da OMPI estará presente no congresso com um estande no lobby do Windsor Barra Hotel, onde acontece o evento. A equipe da agência da ONU vai disponibilizar informações sobre os produtos que oferece e ficará à disposição para discutir iniciativas de cooperação.
Acesse uma programação resumida do congresso clicando aqui.

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Posted: 05 Jul 2019 11:35 AM PDT
Clique para exibir o slide.Mesa posta, microfones ligados, pais ansiosos com os celulares nas mãos e prontos para registrarem o momento mais esperado do dia. Após um mês de aulas, seus filhos concluíam cursos profissionalizantes para ingressar no mercado de trabalho brasileiro. Todos os alunos e alunas, assim como seus pais, são oriundos da Venezuela e chegaram ao Brasil em busca de assistência e proteção.
E numa cerimônia simples, a primeira turma de capacitação para jovens refugiados e migrantes venezuelanos da capital roraimense recebeu seus certificados de conclusão de curso. Ao todo, 20 alunos participaram das atividades em Boa Vista.
As Oficinas de Orientação para o Mundo do Trabalho são uma iniciativa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Serviço Jesuíta a Migrante e Refugiados (SJMR), que identificou e selecionou todos os participantes.
O projeto também recebe o apoio financeiro da União Europeia por meio de seu Instrumento para a Estabilidade e a Paz (IcSP, sigla em inglês), que tem ajudado a fortalecer a resposta aos venezuelanos na região norte do Brasil, promovendo a convivência pacífica e a integração dessas pessoas.
Em Manaus, as oficinas contaram com a participação de 24 jovens venezuelanos. Na capital amazonense, além da parceria com o CIEE, ACNUR e SJMR, o projeto também contou com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social (SEAS) e outras instituições.
Entre os temas ensinados durante o curso estão explicações sobre etapas dos processos seletivos no Brasil, dicas para entrevistas de emprego e de comportamento no ambiente de trabalho, preparação de currículos e dinâmicas de grupo sobre comunicação, liderança e trabalho em equipe.
Com o conhecimento adquirido nas oficinas, os jovens venezuelanos têm agora melhor capacidade para preparar seus currículos, destacando suas qualidades e pontos fortes. Também sabem como se portar nas entrevistas e quais os tipos mais comuns de perguntas que podem ser feitas – e como respondê-las. Esse conhecimento permitirá aos participantes sentirem-se mais seguros quando procurarem oportunidades de trabalho na região em que residem.
Estas foram as primeiras turmas das oficinas a se graduarem na região Norte do país, que têm recebido a maioria de refugiados e migrantes venezuelanos que viajam ao Brasil em busca de proteção e assistência. Mas a parceria entre CIEE e ACNUR já acontece desde 2018, e outras três turmas já se formaram em Brasília – totalizando 27 jovens alunos.
O curso visa capacitar jovens na idade escolar e universitária (entre 14 e 22 anos) e prepará-los para entrar no mercado de trabalho brasileiro. Dicas de como procurar oportunidades de trabalho na região e aulas de português voltadas para a linguagem utilizada no mercado de trabalho também foram destaque no curso.
As oficinas ofereceram as ferramentas necessárias para os alunos terem autonomia na busca por oportunidades de trabalho. Além disso, o CIEE é um canal direto com várias empresas que têm interesse de acolher jovens aprendizes em programas de estágio.
“O que eu mais gostei foi a integração entre os alunos. Mesmo com a dificuldade do idioma, a gente tentava se ajudar, e quem sabia mais português ajudava quem chegou aqui há menos tempo e ainda está aprendendo”, diz Misael Jose, 17 anos, que mora em Boa Vista (RR) há mais de um ano com sua família.
Misael explica que vir para o Brasil fez diferença na sua forma de ver a vida. “Saímos da Venezuela antes da situação chegar ao nível que está hoje. Mas vejo muita diferença da forma que penso aqui e a dos meus amigos que ficaram lá. O país não oferece esse tipo de treinamento, e agora mal tem aula nas escolas e universidades. Então, vários amigos meus têm que começar a trabalhar já depois do ensino médio e sem muitas perspectivas”.
A integração também é fruto da relação entre professores brasileiros com estudantes venezuelanos, o que promove uma troca de aprendizado para ambas as partes. A instrutora de aprendizagem, Cinthia Nayara de Faria, se surpreendeu com a dedicação da turma durante as oficinas.
“O que mais me impressionou durante todo o curso foi ver a força de vontade de cada aluno. Mesmo com a barreira da língua, os desafios de chegar até o local, debaixo de sol ou de chuva eles sempre estavam aqui pontualmente”.
A jovem Carol Correa, de 17 anos, afirma que o conhecimento adquirido durante o curso ultrapassou a sala de aula. Com o que aprendeu, ela vem ajudando seus pais a procurarem oportunidades de trabalho em Boa Vista de forma mais adequada.
“A aula que mais gostei foi a que nos ensinou a preparar um currículo. A minha mãe era gerente de empresa na Venezuela, é muito qualificada, mas não sabia como explicar isso aqui no Brasil. Com o que aprendi aqui, posso ajudá-la a se apresentar adequadamente como profissional”.
As cerimônias de formaturas em Boa Vista, Manaus e Brasília integraram o calendário de atividades de celebração do Dia Mundial do Refugiado (20 de junho) no Brasil. Entre elas, o lançamento do relatório Tendências Globais, que revelou uma população de 70,8 milhões de pessoas em situação de deslocamento forçado no mundo.
De acordo com o relatório, a situação da Venezuela é o mais recente e principal fator de deslocamento forçado, sendo que mais 4 milhões de venezuelanos já saíram do seu país desde 2015. A maioria necessita de proteção internacional para refugiados. No Brasil, são mais de 99 mil pedidos de refúgio e outros 68 mil pedidos de residência temporária apresentadas por cidadãos venezuelanos.
Neste contexto de alto fluxo de deslocamento, principalmente para os países vizinhos e mais afetados, parcerias entre governos, instituições civis, empresas e agências da ONU e organizações da sociedade civil são essenciais para a integração das pessoas que foram forçadas a sair de seus países.
“O ACNUR acredita que é importante investir na comunidade jovem refugiada, pois eles são o futuro de toda uma geração forçada a deixar seu país de origem”, ressalta Marília Cintra Correa, Assistente Sênior de Soluções Duradouras do ACNUR em Roraima. “O trabalho é fundamental para que as pessoas possam reconstruir suas vidas com autonomia, e essas parcerias permitem que oportunidades de capacitação alcancem a jovens e adultos”, complementa.

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Posted: 05 Jul 2019 11:09 AM PDT

Os sírios deslocados internamente coletam itens de socorro distribuídos pelo ACNUR e por ONGs locais na vila de Babnes, perto de Alepo. Foto: ACNUR/Antwan Chnkdji
O alto-comissário das Nações Unidas para Refugiados, Filippo Grandi, convocou organizações não governamentais de todo o mundo a trabalharem juntas para combater discursos “tóxicos” que representam um perigo não apenas para os refugiados, mas também para “as próprias fundações de nossa sociedade global”.
“Precisamos fornecer uma resposta moral e estratégica a essas tendências”, disse Grandi a 500 representantes de cerca de 300 organizações da sociedade civil que trabalham em mais de 80 países.
Ele discursava na sessão de abertura da Consulta Anual da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) com Organizações Não Governamentais, na última quarta-feira (4), uma reunião de três dias em Genebra, na Suíça.
Grandi salientou o papel crucial que essas organizações desempenham, observando que sua defesa era mais crucial do que nunca no atual clima político.
Ele também apontou para o moderador da sessão de abertura – o ex-refugiado Guled Mire, que foi forçado a fugir da Somália quando criança e desde então se tornou um proeminente defensor dos refugiados em sua terra natal adotiva na Nova Zelândia – como um exemplo do tipo de contribuições positivas que os refugiados podem fazer.
“Nós, refugados, enriquecemos sociedades”.
“Você é a prova de que as soluções são possíveis e você é a prova de que os refugiados contribuem para as sociedades que os abrigam”, disse Grandi.
Mire respondeu dizendo que ele está constantemente “tentando lembrar as pessoas que minha experiência não é única”.
“É a experiência de refugiados, a experiência global”, disse Mire, de 28 anos, co-fundador de uma organização chamada Third Culture Minds, com foco em saúde mental. “Os refugiados como um todo enriquecem as sociedades.”
Mire lamentou o fato de que transmitir essa mensagem se tornou cada vez mais difícil em face da crescente retórica anti-refugiados em muitas partes do mundo.
O ACNUR possui mais de 1 mil organizações parceiras – dois terços das quais são ONGs locais e nacionais, em oposição às internacionais. Em cooperação com o ACNUR, esses parceiros implementam programas apoiados 1,4 bilhão de dólares em financiamento de doadores anualmente, disse Grandi, acrescentando que a agência reconheceu que “as ONGs nacionais precisam de mais apoio”.
A Consulta Anual é um importante fórum para o debate e fornece novas oportunidades para colaborar em questões de advocacia e operacionais com participantes de todo o mundo.
Este ano, os principais tópicos do encontro incluem o uso de dados nas respostas dos refugiados; processo contínuo de regionalização do ACNUR; a necessidade de continuar a focar na integridade; e o inaugural Fórum Global sobre Refugidos, que será realizado em Genebra nos dias 17 e 18 de dezembro de 2019. Esse evento tem como objetivo fazer um balanço da atual situação global e fortalecer uma resposta internacional.
Durante uma sessão de perguntas e respostas, Grandi respondeu a perguntas do público sobre vários desafios, como o êxodo da Venezuela e a situação na Líbia, incluindo o ataque de terça-feira (2) contra o Centro de Detenção Tajoura, que deixou dezenas de mortos e feridos.
Em resposta a uma pergunta sobre a situação do Mediterrâneo Central, ele disse: “é muito claro que o resgate no mar é um imperativo absoluto e enfraquecer esse procedimento, como a Europa está fazendo, é absolutamente inaceitável”.
Grandi conectou a situação no Mediterrâneo Central a uma preocupante tendência global de discussões cada vez mais politizadas em torno da situação dos refugiados.
“Trazer a política para o discurso humanitário de uma maneira que deprecie, estigmatize, marginalize os refugiados é uma ladeira muito escorregadia”, disse Grandi.

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Posted: 05 Jul 2019 11:04 AM PDT

Audiência de custódia. Foto: Agência CNJ/Luiz Silveira
Consultores em audiências de custódia começaram a ser alocados nesta semana em todas as 27 unidades federativas do Brasil. A iniciativa faz parte do projeto Justiça Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Departamento Penitenciário Nacional e agências da ONU para reduzir o número de prisões desnecessárias e desafogar o sistema prisional no país.
Os consultores vão realizar ações de consolidação e qualificação das audiências de custódia. Esses especialistas vão trabalhar nos Tribunais de Justiça dos estados. As equipes darão apoio técnico aos profissionais que atuam na temática penal com base em diretrizes e boas práticas internacionais.
Também estão previstas medidas para facilitar o acesso dos custodiados à rede local de políticas públicas de proteção social — saúde, educação, trabalho e emprego, entre outras áreas. Os consultores vão auxiliar ainda no desenvolvimento de políticas de alternativas penais e monitoração eletrônica.
Para o secretário-geral do CNJ, Carlos Von Adamek, ao alocar consultores em audiência de custódia em cada unidade da federação, o Conselho não apenas reforça a importância de uma política que combata a conjuntura inconstitucional nas prisões — já apontada pelo Supremo Tribunal Federal —, mas também oferece ferramentas para que os tribunais sejam os protagonistas dessa mudança.
“Ainda há muito a ser feito, mas hoje já temos a plena convicção de que a audiência de custódia é uma política pública indispensável para a qualificação da porta de entrada”, avalia o dirigente.
Outra tarefa dos consultores será reunir elementos técnicos que contribuam para a adoção de medidas alternativas à prisão. Os especialistas também devem trabalhar com a identificação e apuração de casos de tortura e maus-tratos.
Para promover a articulação e a formação continuada de instituições e profissionais envolvidos nas audiências de custódia, será criada uma rede de magistrados para a troca de experiências. Um módulo sobre o tema deve ser desenvolvido em parceria com as Escolas de Magistratura, o CNJ e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Histórico
Com obrigatoriedade determinada pelo Supremo Tribunal Federal, as audiências de custódia consistem na apresentação do preso em flagrante a um juiz no prazo de 24 horas. Esse instrumento foi instituído como política nacional pelo CNJ em 2015.
Após a audiência, o magistrado decide se o custodiado deve responder ao processo preso ou em liberdade, podendo ainda decidir pela anulação da prisão em caso de ilegalidade. Por colocar o magistrado em contato com o custodiado no momento da prisão, essas audiências facilitam a comprovação de casos de tortura e maus-tratos, geralmente pouco notificados.
Justiça Presente
Iniciativa da gestão do ministro Dias Toffoli, o Justiça Presente coloca o Judiciário como protagonista para enfrentar o estado de crise do sistema penal. O programa é fruto de um acordo de cooperação técnica firmado em novembro de 2018 entre o CNJ e o PNUD, com recursos repassados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em 2019, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime ( UNODC) também se tornou parceiro para a implementação de iniciativas sobre as audiências de custódia.
Entre as principais apostas do programa, estão a atuação simultânea em todos os gargalos da execução penal; a adaptação das atividades de acordo com as necessidades e capacidades de cada unidade da federação; e o fortalecimento dos atores locais para garantir a eficácia e a sustentabilidade das iniciativas.

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Posted: 05 Jul 2019 10:58 AM PDT

Sediada pelo governo brasileiro com apoio de Salvador (BA), a Semana do Clima da America Latina e Caribe 2019 é co-organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre a Mudança do Clima. Foto: ONU
De 19 a 23 de agosto, o centro de eventos Salvador Hall será transformado em uma “Cidade do Clima” para sediar a Semana do Clima da América Latina e Caribe 2019 (LACCW), organizada para impulsionar a resposta da região à atual emergência climática.
Sediada pelo governo brasileiro, a Semana do Clima é organizada em parceria com organizações internacionais e regionais e pela cidade Salvador (BA).
As conclusões da LACCW irão alimentar os resultados da Cúpula sobre a Ação Climática organizada pelo secretário-geral da ONU em 23 de setembro em Nova Iorque com o objetivo final de impulsionar a ambição e acelerar a implementação do Acordo de Paris e da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
A agenda do evento está disponível online (clique aqui), apresentando um cronograma dinâmico de atividades que demonstrarão a crescente ambição climática em toda a região, desde discussões técnicas até diálogos temáticos.
As inscrições para a Semana do Clima da América Latina e Caribe estão abertas aqui.
Todas as informações de logística sobre o LACCW, incluindo detalhes sobre o Salvador Hall, estão disponíveis em inglês, espanhol e português aqui.
Oportunidades de demonstração de ações na região
Em paralelo à agenda de eventos, atores climáticos de toda a região são convidados a demonstrar soluções climáticas inovadoras através das seguintes possibilidades de engajamento:
• Side Events (Eventos Paralelos) dão a oportunidade às organizações para conduzir uma sessão sobre temas alinhados com a agenda de 2019 do LACCW. O prazo para se inscrever vai até o dia 14 de julho. • Action Hub (Hub de Ação) proporciona uma plataforma para demonstração de ideias e soluções climáticas inovadoras com duração de 15 a 30 minutos em um palco no centro do espaço de exibição. O prazo para se inscrever vai até o dia 21 de julho. • Exhibition Booths (Estandes de Exposição) oferecem oportunidades às organizações para apresentar seus trabalhos durante o LACCW. O prazo para inscrição através de parceiros comerciais vai até o dia 11 de agosto. • Esquina do Conhecimento (Knowledge Corner) proporciona às organizações não governamentais, organizações juvenis e também instituições de educação a possibilidade de exibir seus trabalhos em um estande compartilhado. O prazo para a inscrição vai até o dia 21 de julho. Organizações interessadas podem se inscrever aqui.
Sobre as Semanas Climáticas Regionais
Organizada todos os anos em África, América Latina e Caribe e Ásia-Pacífico, as Semanas Regionais do Clima são plataformas colaborativas únicas para partes interessadas governamentais e não governamentais abordarem a amplitude das questões climáticas sob uma estrutura única e união de propósitos.
Reunir diversas partes interessadas dos setores público e privado dentro de um objetivo comum de abordar a mudança climática é o principal objetivo das Semanas Regionais do Clima.
Organizadores
Sediada pelo governo brasileiro com o apoio de cidade de Salvador, a Semana do Clima da América Latina e Caribe 2019 é co-organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, e Parceria de Marrakesh para Ação Climática Global, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ONU Meio Ambiente, Parceria UNEP DTU, Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Estratégia de Desenvolvimento de Pequenas Emissões (LEDS), Organização Latino-Americana de Energia (OLADE), CAF – Banco de Desenvolvimento da America Latina e Associação Internacional de Comércio de Emissões (IETA).
• Para saber mais, visite o site www.regionalclimateweeks.org (disponível em Inglês, Espanhol, Português e Francês) • Para mais informações sobre como participar, entre em contato com o time da Semana do Clima através do email Climate-Week@unfccc.int• Participe da conversa nas redes sociais usando o hashtag #ClimateWeekLAC • Inscrições para a Semana do Clima da Ásia-Pacífico (que acontece em Bangkok, entre os dias 2 e 6 de setembro) também estão abertas aqui.

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Posted: 05 Jul 2019 10:05 AM PDT

A ideia é fomentar a participação do público lusófono nos cursos oferecidos pelo UNESCO-IIPE, a fim de intercambiar experiências entre os profissionais brasileiros e os da América Latina e conectá-los a outros projetos da região. Foto: EBC
O escritório para a América Latina do Instituto Internacional de Planejamento Educacional da UNESCO (UNESCO-IIPE) oferece cursos de formação, pesquisa e cooperação técnica em planejamento e gestão educacionais destinados ao público de língua portuguesa e direcionados ao Brasil.
A ideia é fomentar a participação do público lusófono nos cursos oferecidos pelo UNESCO-IIPE, a fim de intercambiar experiências entre os profissionais brasileiros e os da América Latina e conectá-los a outros projetos da região. Além disso, a iniciativa abre portas para diferentes formas de Cooperação Sul-Sul, que incluem países lusófonos do mundo todo.
Os materiais, conteúdos e plataformas do UNESCO-IIPE estão disponíveis em português, e todos os programas de formação foram adaptados para melhor se adequarem às necessidades desse público.
Agora, o instituto lança as novas edições em língua portuguesa de três de seus Programas Virtuais de Formação, que terão início em 17 de julho. As inscrições já estão abertas por meio deste link. Além disso, serão oferecidas bolsas de estudo a alguns profissionais de educação em todos os estados brasileiros para os programas de Políticas Digitais em Educação ( saiba mais), Políticas de Avaliação em Educação ( saiba mais) e Políticas Docentes ( saiba mais).
Com este novo projeto, o UNESCO- IIPE visa a derrubar as barreiras linguísticas que possam impedir o acesso de profissionais e especialistas da língua portuguesa, que trabalhem no planejamento e na gestão educacional, aos dois principais serviços oferecidos pelo Instituto aos Estados-membros da UNESCO. São eles: fornecer informações relevantes para a tomada de decisões na área de educação e apoiar o desenvolvimento de capacidades de suas equipes técnicas.
O IIPE é um instituto especializado da UNESCO que tem como mandato fortalecer as capacidades dos Estados-membros no planejamento e na gestão de seus sistemas educacionais.
Mais informações: www.buenosaires.iiep.unesco/pt

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Posted: 05 Jul 2019 09:23 AM PDT

Projeto do governo federal para a primeira infância tem o apoio do PNUD. Foto: UNICEF
Em visita a Sergipe, a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância ( UNICEF) no Brasil, Florence Bauer, reuniu-se nesta semana (3) com o governador Belivaldo Chagas para discutir desafios nas áreas de educação, prevenção da violência infantil e cuidados integrais para meninos e meninas de até cinco anos de idade. Agência da ONU e autoridades vão estabelecer um grupo de trabalho para definir ações prioritárias para crianças e adolescentes.
O encontro entre Florence e Chagas ocorreu no Palácio dos Despachos, em Aracaju. A reunião contou com a participação da vice-governadora Eliane Aquino e de secretários e equipes de educação, saúde e assistência social. A expectativa é de que o UNICEF e o estado assinem um termo de entendimento formalizando a parceria.
O chefe do Executivo estadual ressaltou o compromisso de manter a atual colaboração com o UNICEF, que já vem dando resultados, a exemplo da estratégia Busca Ativa Escolar e do Selo UNICEF. “Precisamos definir as prioridades que poderemos colocar efetivamente em prática e avançar nesses indicadores”, reforçou Chagas.
A Busca Ativa Escolar é uma plataforma gratuita e uma tecnologia social que visa contribuir com os municípios e os estados para o enfrentamento da exclusão escolar. A intenção é apoiar os governos na identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes que estão fora da escola ou em risco de evasão. A inciativa possibilita ao município mapear as principais causas da exclusão. Também permite reconhecer os territórios mais vulneráveis, colaborando para o planejamento de políticas públicas específicas.
O Selo UNICEF é uma estratégia do organismo internacional para estimular e reconhecer projetos municipais voltados aos direitos das crianças e adolescentes. O projeto contempla municípios do Semiárido e da Amazônia Legal brasileira.
Florence Bauer reconheceu o empenho do Sergipe e o potencial de mobilização municipal. Todos os municípios sergipanos se inscreveram no Selo UNICEF. “Esse é um grande diferencial. Precisamos garantir, agora, o envolvimento contínuo”, disse a dirigente da agência da ONU.
Florence também chamou atenção para a presença de equipes de diversas áreas na reunião. “Sabemos que os cuidados com a infância são intersetoriais. Então, é bom ver tantas secretarias importantes envolvidas.”
Na quinta-feira (4), os representantes do UNICEF acompanharam uma reunião do Fórum Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, onde puderam ouvir organizações não governamentais e entidades da sociedade civil.

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Posted: 05 Jul 2019 08:50 AM PDT

Hospital público no Brasil. Foto: EBC
O terceiro dia do 35º Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde foi marcado na quinta-feira (4) em Brasília (DF) por debates sobre financiamento e sustentabilidade de sistemas públicos de saúde.
Em mesa-redonda composta por diversos atores da saúde pública brasileira, o subdiretor da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Jarbas Barbosa, afirmou que, com o atual nível de financiamento em saúde na região, é improvável alcançar a meta de saúde universal até 2030.
Segundo Barbosa, a maioria dos países das Américas atualmente não atinge a referência de gasto público em saúde de 6% sobre seu Produto Interno Bruto (PIB).
“Quando não há gasto público e as pessoas precisam acessar a saúde, as famílias começam a gastar mais do próprio bolso. Em 13 países da região, 40% dos gastos diretos com saúde são pagos pela população. Quando não há investimento, diminuímos a oferta de serviços de qualidade e contribuímos para o empobrecimento das pessoas. Existem evidências que mostram a relação de causa e efeito entre doença e pobreza”, afirmou.
Além disso, o subdiretor da OPAS pontuou que financiamento e eficiência precisam ser vistos de forma integrada para garantir a sustentabilidade dos sistemas de saúde.
“Experiências mostram que sistemas de saúde eficientes têm investido em atenção primária. Quando ela não é capaz de solucionar um problema, o encaminha de maneira adequada e oportuna para a média e alta complexidade. Isso racionaliza muitos dos recursos que hoje são desperdiçados”.
Segundo ele, os municípios brasileiros têm construído experiências que podem servir de exemplo não só para outras cidades do Brasil, mas para outros países da região.
Caminho para a saúde universal
Em abril deste ano, a OPAS/OMS lançou na Cidade do México o Pacto Regional pela Atenção Primária à Saúde para a Saúde Universal: APS 30-30-30, um chamado aos Estados-membros para que acelerem a resposta regional, a fim de alcançarem a saúde para todos em linha com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O Pacto foi apresentado após o lançamento do relatório da Comissão de Alto Nível “Saúde Universal no Século 21: 40 anos de Alma-Ata”, que destaca que alcançar saúde para todos só é possível se for assegurado o direito à saúde, modelos de atenção baseados na APS, atenção centrada nas necessidades das pessoas, financiamento efetivo, colaboração multissetorial e participação social.
“Sem esses recursos, nunca poderemos responder às diversas necessidades de saúde das pessoas e das comunidades. Sem um primeiro nível de atenção integral e a participação comunitária em sua governança, nunca poderemos realizar a promessa da atenção primária à saúde. E sem um forte primeiro nível de atenção, nunca poderemos alcançar a saúde universal”, afirmou a diretora da OPAS, Carissa F. Etienne, no marco do lançamento.

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Posted: 05 Jul 2019 08:14 AM PDT

Colheita de soja. Foto Jonas Oliveira/ANPr
O primeiro mecanismo financeiro do mundo a oferecer títulos verdes para financiar a produção sustentável da soja no Brasil foi lançado na quinta-feira (4) durante a Semana da Ação Climática em Londres (London Climate Action Week).
O Responsible Commodities Facility (Fundo de Commodities Responsáveis, em tradução livre), apresentado na Bolsa de Londres (London Stock Exchange), pretende fornecer linhas de crédito de juros baixos para produtores brasileiros de soja e milho comprometidos em utilizar pastos degradados e evitar o desmatamento e a retirada de mata nativa para agricultura. Para os produtores, a iniciativa oferecerá um complemento importante às linhas de crédito oficiais (crédito rural).
A expectativa é de que o mecanismo forneça mais de 1 bilhão de dólares nos próximos quatro anos para financiar a produção de mais de 180 milhões de toneladas de soja e milho sustentáveis, avaliadas em mais de 43 bilhões de dólares ao longo da próxima década. O investimento contribuirá para o país atingir metas nacionais de expansão agrícola em territórios subutilizados, e a primeira emissão de títulos de 300 milhões de dólares deve financiar a temporada de plantio de 2020.
No mesmo período, o fundo incentivará a restauração e proteção de 1,5 milhões de hectares de habitats naturais do Cerrado, levando a uma redução de emissões estimada em 250 milhões de toneladas de dióxido de carbono (tCO2e).
“A demanda global por soja não mostra sinais de desaceleração e, consequentemente, está levando a uma expansão contínua da área de produção agrícola no Brasil”, disse Shaun Kingsbury CBE, presidente do conselho de administração da Sustainable Investment Management Ltd – SIM, empresa gestora do fundo.
“Com o redirecionamento da expansão da soja em áreas de pastagens já degradadas, o Responsible Commodities Facility contribuirá para conter o desmatamento para abertura de áreas de Cerrado, reduzindo as emissões de carbono e promovendo o respeito às leis ambientais brasileiras (isto é, o Código Florestal).”
Existem quase 18 milhões de hectares de pastagens degradadas aptas para a produção de soja no Cerrado, o que corresponde a uma área três vezes superior ao necessário para a expansão da produção na próxima década.
Melhorar o uso das áreas já abertas e subutilizadas ajudaria também a reduzir as emissões ligadas ao desmatamento para a agricultura, atualmente estimadas em 1,1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente por ano, ou 51% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa.
“Para lidar com os efeitos negativos da mudança climática e impedir a dramática perda de biodiversidade que testemunhamos nos últimos 30 anos, precisamos urgente e rapidamente passar para modelos de produção e financiamento de alimentos que não dependam da conversão de florestas e de habitats naturais”, disse Bruno Pozzi, diretor do escritório europeu da ONU Meio Ambiente.
“A ONU Meio Ambiente está apoiando o Responsible Commodities Facility porque acreditamos que é uma maneira inovadora e muito necessária de destravar capital privado em escala para enfrentar alguns dos desafios ambientais mais marcantes do século 21, ao mesmo tempo em que gera empregos e crescimento verde”, complementou.
O Brasil se comprometeu a reduzir suas emissões em 43% até 2030, com quase 90% dessa redução vindo da diminuição do desmatamento, mas é improvável que os mecanismos de financiamento existentes ajudem a atingir essa meta.
“O Responsible Commodities Facility é uma oportunidade para o mercado aumentar a produção sem conversão de áreas, que tem resultado em perda de habitats naturais, biodiversidade e aumento da emissão de gases de efeito estufa” disse Pedro Moura Costa, CEO da Sustainable Investment Management (SIM).
“Essa combinação de ferramentas financeiras inovadoras, maior transparência e rastreabilidade e um esforço concentrado no cumprimento de diretrizes rígidas, tem o potencial de acelerar o crescimento de commodities responsáveis.”
Para utilizar o instrumento, produtores serão selecionados de acordo com critérios de elegibilidade relacionados à proteção da vegetação do Cerrado e ao cumprimento da legislação brasileira. O cumprimento desses compromissos será verificado de forma independente por empresas externas e supervisionado por um Comitê Ambiental de produtores, compradores, Organizações Não Governamentais e instituições financeiras.
Um registro de commodities responsáveis manterá informações sobre volumes e origens das matérias-primas responsáveis produzidas, além de rastrear a titularidade dessas commodities ao longo da cadeia de suprimento.
“Há hoje um consenso disseminado de que a produção agrícola brasileira pode ser realizada sem a necessidade de mais desmatamento ou conversão de habitats naturais”, comentou Greg Fishbein, diretor da organização internacional The Nature Conservancy.
“Apesar dos sinais do mercado e da crescente demanda dos consumidores por produtos sustentáveis, ainda há uma necessidade de criar incentivos para envolver agricultores e investidores na produção de commodities responsáveis.”
O instrumento financeiro, que está sendo criado com o apoio do programa de Parcerias pelas Florestas do governo britânico, tem um acordo de colaboração com a ONU Meio Ambiente para desenvolver governança social e ambiental efetiva, assim como diretrizes de monitoramento.
O fundo, que será gerido pela Sustainable Investment Management (SIM), apoia o Manifesto pelo Cerrado, documento assinado por 50 organizações da sociedade civil e aproximadamente 150 empresas de bens de consumo, cujo objetivo é reduzir o desmatamento provocado pela produção de soja.
Nota aos editores
Sobre a Sustainable Investment Management (SIM)
A Sustainable Investment Management Ltd é uma butique de investimentos ambientais criadas por profissionais do setor bancário, de negociação de commodities e das finanças ambientais. O Responsible Commodities Facility foi desenhado e será gerido pela SIM, e será integrado por diversas fontes de financiamento, serviços e atividades para criar condições apropriadas para a produção e negociação de soja responsável. (Acesse o site sim.finance).
Sobre a Parceria pelas Florestas (P4F)
A Parceria pelas Florestas é um programa de cinco anos apoiado pelo governo do Reino Unido. Trabalha em quatro regiões florestais globalmente importantes do mundo: África Oriental, América Latina, Sudeste Asiático e África Ocidental e Central.
A P4F oferece financiamento de subvenções, assistência técnica e uma equipe de especialistas líderes de mercado para propor alternativas mais sustentáveis a negócios envolvendo o uso da terra.
A P4F apoia o setor privado em parcerias com o setor público e comunidades para cumprir os compromissos de produtos livres de desmatamento, reduzir a pressão sobre as florestas e melhorar os meios de subsistência até 2020. A P4F é administrada pela empresa de consultoria Palladium e parceiros. (Acesse o site: www.partnershipsforforests.com).
Sobre a ONU Meio Ambiente
A ONU Meio Ambiente é a voz global líder no meio ambiente. Fornece liderança e incentiva a parceria no cuidado com o meio ambiente, inspirando, informando e permitindo que países e povos melhorem sua qualidade de vida sem comprometer a das gerações futuras. A ONU Meio Ambiente trabalha com governos, setor privado, sociedade civil e outras entidades da ONU e organizações internacionais em todo o mundo.

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Posted: 05 Jul 2019 07:34 AM PDT

Com a decisão nesta sexta-feira do Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO, Paraty se torna o primeiro sítio misto — reconhecido por suas riquezas naturais e culturais — do patrimônio mundial localizado no Brasil. Imagem: UNESCO/IPHAN/Oscar Liberal
O Comitê do Patrimônio Mundial da UNESCO decidiu nesta sexta-feira (5) incluir o sítio Paraty e Ilha Grande — Cultura e Biodiversidade na Lista do Patrimônio Mundial Misto, durante a sua 43ª sessão, que acontece em Baku, capital do Azerbaijão, até 10 de julho. O local passa a ser o 22º bem brasileiro a receber o título de Patrimônio Mundial, uma vez que o país já possui sete sítios naturais e 14 sítios culturais reconhecidos.
A área de abrangência do novo patrimônio brasileiro envolve porções territoriais de oito municípios dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que a maior parte da área núcleo está em Paraty
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